Anistia Internacional condena detenção de companheiro de Glenn Greenwald em Londres
A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional condenou a detenção, no Aeroporto de Heathrow, em Londres, do brasileiro David Michael Miranda, companheiro de Glenn Greenwald, repórter do britânico The Guardian .
Em nota, a Anistia Internacional disse que o brasileiro foi vítima de vingança do governo britânico. "A detenção de David é ilegal e indesculpável. Ele foi detido sob uma lei que viola qualquer princípio de equidade e sua prisão mostra como a lei pode ser abusiva por razões mesquinhas e vingativas", relata o texto da ONG.
De acordo com a Agência Brasil, Miranda foi detido enquanto estava em trânsito em Heathrow e mantido, sem poder se comunicar, por quase nove horas. A Cláusula 7 da lei antiterrorismo permite à polícia deter qualquer pessoa na fronteira do Reino Unido sem apresentar justificativa. O detido deve responder a todas as perguntas, mesmo sem advogado presente. É considerado crime se o indivíduo se recusar a dar respostas, independentemente dos motivos, ou não cooperar plenamente com a polícia.
O Ministério das Relações Exteriores classificou como "medida injustificável" a retenção do brasileiro no Aeroporto de Heathrow. Em nota, o governo brasileiro manifesta "grave preocupação" em relação ao episódio. Para o Itamaraty, a ação foi baseada na legislação britânica de combate ao terrorismo e envolveu uma pessoa "contra quem não pesam quaisquer acusações que possam legitimar o uso da referida legislação".





