André Senador, da Volkswagen, assume diretoria da Aberje do Grande ABCD

A história da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (23/10). André Senador, diretor de assuntos corporativos e relação com a imprensa da Volkswagen, tomou posse como diretor do Capítulo Aberje do Grande ABCD.

Atualizado em 23/10/2013 às 18:10, por Gabriela Ferigato.

Brasileira de Comunicação Empresarial) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (23/10). André Senador, diretor de assuntos corporativos e relação com a imprensa da Volkswagen, tomou posse como diretor do Capítulo Aberje do Grande ABCD. Crédito: André Senador tomou posse como diretor do Capítulo Aberje do Grande ABCD

Paulo Nassar, diretor-presidente da Aberje e professor da ECA-USP, Enio Campoi, diretor-presidente da Mecânica de Comunicação, e Eraldo Carneiro, gerente de comunicação internacional da Petrobras e presidente do Conselho Deliberativo da Aberje, participaram da cerimônia de posse realizada na sede da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP).

“Mais do que uma nova gestão, vamos construir um processo. A principal ideia é criar sinergia e troca de experiência entre a região do ABCD e as demais praças. Vamos ter uma voz mais presente. Há uma grande competência aqui, mas que talvez ainda não seja tão divulgada. Mostraremos o que já vem sendo feito na região”, afirmou Senador.

O principal ponto, segundo ele, é mostrar a comunicação como extensão de um negócio/empresa, não apenas como uma área específica. Por essa razão é essencial conhecer profundamente sobre o mercado em que o profissional atua. Alguns setores da economia já se desenvolveram de maneira muito forte, a exemplo do automobilístico. “Isso aconteceu, principalmente, porque as empresas precisam se ‘exibir’. Também atuei em outros segmentos, como o químico, que é totalmente ao contrário por lidar com questões de risco, mas que também se profissionalizou muito para mostrar suas práticas”, completou.

Desde 2002 na Volkswagen, Senador ressaltou que o tema imagem faz parte dos objetivos empresariais da companhia. Além da comunicação interna — 17 funcionários cuidam da comunicação da empresa no Brasil —, há o apoio da agência CDN.

Para exemplificar a preocupação da empresa com comunicação e imagem, o diretor citou um case recente. Em 2011, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro fez uma encomenda para a Volkswagen do modelo Jetta (valor, em média, de R$ 69 mil) para 51 vereadores - que gerou uma condenação e indignação geral por parte da população.

“As pessoas perceberam que não adiantaria pressionar a política. Quando vimos, estávamos no centro do problema. As pessoas postavam nas redes sociais para devolvermos o dinheiro. Foi quando anunciamos a devolução dos automóveis. Em um curto período de tempo surgiram as manifestações positivas. É um caso que demonstra transparência”, comentou.

Crédito: Eraldo Carneiro, André Senador, Paulo Nassar e Enio Campoi

Durante o evento, Nassar destacou a função da Aberje, que completou 46 anos de fundação no dia 8 de outubro, como uma think tank (na tradução literal ‘usina de ideias’), que tem como missão fortalecer a comunicação em empresas e instituições. “Ano que vem vamos produzir cursos e encontros sobre a realidade do Brasil em Nova York, Londres e Berlim. Temos que parar com esse pensamento de que o que vem de fora é melhor. Vamos exportar conhecimento”.

Enio Campoi, diretor-presidente da Mecânica de Comunicação, empresa com 40 anos de atuação, frisou a mudança que o mercado sofreu nas últimas décadas. Anos atrás, já como assessor, ele acompanhou o lançamento de uma picape da Fiat em Bragança Paulista (SP) e, para atualizar os jornalistas, mandava as informações via telex e fax. Essa lembrança expõe a evolução que não aconteceu apenas tecnologicamente. O cenário de preconceito com os assessores mudou e as pessoas passaram a valorizar o seu papel.

“Lembro de uma tira do Frank & Ernest que exibia uma imagem com a seguinte fala: ‘Não consegue mentir, contrate um assessor’. Essa era a nossa imagem. Entre outros fatores, a greve de São Paulo de 1979, considerada ilegal, acarretou em inúmeras demissões e fez com que jornalistas renomados migrassem para assessorias e o nível desse mercado cresceu muito. Assim as pessoas começaram a aceitar melhor nossa função”, disse.

Provar legitimidade, atuar em ambientes complexos, lidar com múltiplos stakeholders e desenvolver novas competências. Esses foram os desafios listados por Eraldo Carneiro neste setor. “Precisamos demonstrar o valor da comunicação para os negócios. Por mais que tenhamos avançado nisso, as empresas querem resultado financeiro, algo que é difícil mensurar em comunicação. Hoje, o comunicador precisa conhecer muito bem o negócio em que atua, ter uma visão sistêmica, integrar a comunicação em todos os níveis, mensurar resultado, ser empreendedor, monitorar o ambiente público, entre diversas outras características”, finalizou.

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