Âncora de TV que havia fugido do Paquistão é morto a tiros no Quênia
O assassinato do jornalista e âncora de TV paquistanês Arshad Sharif, morto a tiros no Quênia neste domingo (23 out/22), está mobilizando entidades internacionais e ativistas de defesa da liberdade de imprensa.
Atualizado em 24/10/2022 às 17:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Sharif fugiu de seu país após publicar, em agosto último, uma entrevista com Shahbaz Gill, político paquistanês ligado ao ex-primeiro-ministro Imran Khan, que acaba de ser considerado inelegível. O governo de Khan caiu em abril devido a uma moção de censura da Assembleia Nacional. Ele é acusado de não ter declarado presentes recebidos durante seu mandato e de ganhar dinheiro com a revenda de alguns deles. Crédito: AP/K.M. Chaudary Colegas protestam em Laore, Paquistão, contra assassinato do jornalista Asrshad Sharif Na entrevista a Sharif, Shabaz Gill disse que os oficiais subalternos do exército não devem cumprir ordens "contra a vontade da maioria". A declaração foi considerada ofensiva pelo atual governo paquistanês. O canal de notícias ARY, onde Sharif trabalhava, ficou brevemente fora do ar e as autoridades chegaram a emitir um mandado de prisão para Sharif. Após ser pressionado pelas autoridades, o canal alegou que havia "rompido laços" com o jornalista.
A esposa de Sharif, Javeria Siddique, informou nesta segunda-feira que Sharif foi morto em Nairóbi. Já a emissora em que ele trabalha lhe rendeu homenagens. "O apresentador do ARY, Arshad Sharif, tornou-se um mártir depois de ser baleado no Quênia (...). A polícia local está investigando", postou o perfil do canal ARY nesta segunda-feira.
O Paquistão ocupa o 157º lugar de 180 no índice de Repórteres Sem Fronteiras (RSF) sobre liberdade de expressão e imprensa.





