Âncora de TV oficial do Egito pede demissão e adere às manifestações no país
Âncora de TV oficial do Egito pede demissão e adere às manifestações no país
Atualizado em 08/02/2011 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
A âncora de TV Shahira Amin pediu demissão do canal Nile TV - rede oficial do Egito - por discordâncias políticas e aderiu às manifestações que pedem a saída do presidente egípcio
Hosni Mubarak. "Segui meu coração", disse Shahira, que desde os anos 1990 comanda o telejornal em inglês da emissora.
Segundo informações da Folha.com, a âncora ressaltou que seu pedido de demissão foi espontâneo, feito depois que viu os manifestantes concentrados na praça Tahrir, no Cairo, na última quinta-feira (03). "Estacionei meu carro num lugar perto da [emissora de] TV e da praça Tahrir. Quando ouvi os manifestantes, me uni a eles. Da multidão, enviei um SMS ao presidente do canal dizendo: 'Perdão, mas estou do lado do povo, e não do regime'".
Nesse mesmo dia, Shahira tinha sido obrigada pela Nile TV a ler comunicados no ar que distorciam o posicionamento dos manifestantes contrários ao regime de Mubarak - que está há 30 anos no poder. Os protestos começaram no dia 25 de janeiro, e atingiram o ápice da violência na última semana, quando militantes pró-governo atacaram civis e profissionais de imprensa.
Na última sexta (04), o repórter do jornal Al-Taawun , Mohammed Mahmoud, morreu devido a um ferimento à bala, sofrido dias antes, quando fotografava da sacada de sua casa a multidão que se concentrava na praça Tahrir. Outros jornalistas, incluindo brasileiros, chegaram a ser agredidos ou ter equipamentos confiscados.
Na segunda (07), o Itamaraty anunciou que enviaria uma queixa formal ao Egito devido ao tratamento recebido pelos profissionais de imprensa que foram ao país realizar a cobertura dos conflitos. Em resposta, a Embaixada do Egito em Brasília (DF) pediu desculpas pelos incidentes e classificou-os como "inaceitáveis".
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Hosni Mubarak. "Segui meu coração", disse Shahira, que desde os anos 1990 comanda o telejornal em inglês da emissora.
Segundo informações da Folha.com, a âncora ressaltou que seu pedido de demissão foi espontâneo, feito depois que viu os manifestantes concentrados na praça Tahrir, no Cairo, na última quinta-feira (03). "Estacionei meu carro num lugar perto da [emissora de] TV e da praça Tahrir. Quando ouvi os manifestantes, me uni a eles. Da multidão, enviei um SMS ao presidente do canal dizendo: 'Perdão, mas estou do lado do povo, e não do regime'".
Nesse mesmo dia, Shahira tinha sido obrigada pela Nile TV a ler comunicados no ar que distorciam o posicionamento dos manifestantes contrários ao regime de Mubarak - que está há 30 anos no poder. Os protestos começaram no dia 25 de janeiro, e atingiram o ápice da violência na última semana, quando militantes pró-governo atacaram civis e profissionais de imprensa.
Na última sexta (04), o repórter do jornal Al-Taawun , Mohammed Mahmoud, morreu devido a um ferimento à bala, sofrido dias antes, quando fotografava da sacada de sua casa a multidão que se concentrava na praça Tahrir. Outros jornalistas, incluindo brasileiros, chegaram a ser agredidos ou ter equipamentos confiscados.
Na segunda (07), o Itamaraty anunciou que enviaria uma queixa formal ao Egito devido ao tratamento recebido pelos profissionais de imprensa que foram ao país realizar a cobertura dos conflitos. Em resposta, a Embaixada do Egito em Brasília (DF) pediu desculpas pelos incidentes e classificou-os como "inaceitáveis".
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