Âncora da CNN International vem ao Brasil anunciar concurso de jornalismo
Âncora da CNN International vem ao Brasil anunciar concurso de jornalismo
A CNN International abriu nesta terça-feira, 04, as inscrições para a 4ª edição do "Concurso Universitário de Jornalismo CNN". Para o lançamento, em São Paulo, a rede trouxe ao país a âncora da CNN International Ralitsa Vassileva. À frente dos programas "You World Today" e "World News", desde 1992 ela já ancorou noticiários que cobriram importantes acontecimentos mundiais, como a recente saída de Israel da faixa de Gaza e a morte de Abu Musab al-Zarqawi.
Além disso, Ralitsa participou de coberturas em lugares como Moscou e Jerusalém. Fã e admiradora das artes, a jornalista veio anunciar o tema do 4º concurso da CNN: "A socialização por meio da arte".
O vencedor terá seu trabalho exibido na CNN International e ganhará uma viagem para conhecer a sede dos estúdios da rede em Atlanta, nos Estados Unidos. Ao anunciar o concurso, Ralitsa enfatizou a importância das pessoas seguirem seus sonhos. Nascida na Bulgária e criada na Índia, ela contou que trabalhar como âncora na CNN foi, literalmente, "o sonho americano".
"Tento ser o melhor que posso. Nem no melhor dos meus sonhos eu imaginava que um dia chegaria onde cheguei. Eu acho que sempre devemos dar tudo de nós por algo que acreditamos. Eu nunca parei de sonhar; quando chego no pico, já vejo outro pico para eu escalar", disse. A atual montanha "fascinante" que Ralitsa está escalando é o mestrado em Ciências Políticas.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, a âncora - que já entrevistou autoridades como a secretária de Estado dos Estados Unidos, Madeleine Albright; o presidente paquistanês, Pervez Musharraf; o líder soviético Mikhail Gorbachev; e o primeiro ministro de Israel, Ariel Sharon - afirmou que, apesar de ser sua primeira vez no Brasil, e do pouco tempo que teve para analisar a mídia local, está entusiasmada com o "dinamisno dos jornais da televisão brasileira".
E disse que as diferenças na forma que fazer jornalismo dos Estados Unidos, do Brasil e da Bulgária, onde foi repórter da Bulgarian Television, estão na audiência. "Uma vez eu fiz uma matéria sobre a Bulgária para a televisão local e para a CNN, mas nem parecia que estava falando do mesmo assunto. Na CNN temos uma audiência internacional; muitas vezes quem assiste não sabe nem onde fica a Bulgária, temos que explicar tudo. Já para o público local, o enfoque é completamente diferente, já temos toda uma bagagem cultural que usamos para fazer a matéria".
Ralitsa se diz fascinada pelo jornalismo, pois "a profissão tem um fato novo todo dia. Eu gosto de cada dia por diferentes razões; não consigo imaginar outro trabalho". A reportagem favorita de sua carreira foi a primeira que fez, cobrindo a abertura política de seua país natal após a queda do comunismo. "Não sei se foi a mais importante, mas a que mais me marcou, pois estava falando sobre o meu povo".
Questionada, por sua experiência internacional, sobre o recente conflito entre Colômbia, Venezuela e Equador - após o governo colombiano ter assassinado Raul Reyes, o número dois das Farc, em território colombiano - Ralitsa foi enfática: "Eu acho que nós, jornalistas, pelo menos na CNN, não devemos dar nossa opinião. Eu costumo dar aos meus espectadores os fatos, e todo o embasamento possível para eles formarem uma opinião sobre os fatos."
Estudantes de comunicação de todo o país podem se inscrever a partir desta terça-feira no site , com um trabalho de até dois minutos de duração, gravados em formato DVD ou Mini-DV. As inscrições para o concurso podem ser feitas até o dia 11 de junho, e o resultado será divulgado em agosto.
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