Ana Paula Padrão estreia programa de variedades, mas não descarta cobrir eleições
A menos de duas semanas para sua estreia em um programa de variedades, o “MasterChef”, na tela da Band, a jornalista Ana Paula Padrão promete poucas mudanças para os que se acostumaram em vê-la na bancada de jornalísticos na Globo, SBT e Record.
O concurso de cozinheiros amadores apresentado por Ana Paula será exibido às terças-feiras, às 22h45, a partir do próximo dia 2 de setembro. “Eu não vejo muita diferença, não sei se é porque estou olhando do meu próprio ponto de vista, mas acho que minha postura será muito parecida. É óbvio que estou mais solta, o figurino é diferente, o cabelo é mais natural, sem tanta escova. Mas não fiz nenhuma preparação especial”, conta.
Seguindo caminho semelhante ao da jornalista Fátima Bernardes, que saiu de bancada do “Jornal Nacional” em 2011 para assumir um programa de variedades, Ana Paula conta que fazer merchandising não será problema, mas que por enquanto prefere esperar um pouco. Vale lembrar que Fátima esperou dois anos, até que no começo de 2014 topou estrelar sua primeira campanha publicitária, para a marca de alimentos Seara.
“A direção [da Band] me perguntou claramente se eu queria fazer e eu disse que não, apesar de eu achar muito natural por estar fora da bancada poder fazer qualquer tipo de publicidade. (...) Gosto de dar um passinho de cada vez, então resolvi esperar passar essa primeira temporada”.
IMPRENSA - O MasterChef marca sua estreia em programas de entretenimento. Podemos esperar uma Ana Paula muito diferente da que apresentava telejornais?
Ana Paula Padrão - Eu não vejo muita diferença, não sei se é porque estou olhando do meu próprio ponto de vista, mas acho que minha postura será muito parecida. No "Masterchef" eu sou o elo de ligação entre os cozinheiros amadores e os jurados, explico as regras e apresento para o telespectador o perfil dos participantes, quem são, onde vivem, vou na casa deles, faço matérias para mostrar o dia a dia. É óbvio que estou mais solta, o figurino é diferente, o cabelo é mais natural, sem tanta escova. Mas não fiz nenhuma preparação especial.
A jornalista Fátima Bernardes esperou quase três anos após deixar o “Jornal Nacional” para estrelar uma campanha publicitária. E você, fará merchandising no programa?
Não nessa temporada. A direção me perguntou claramente se eu queria fazer e eu disse que não, apesar de achar muito natural por estar fora da bancada poder fazer qualquer tipo de publicidade. Primeiro queria me ver no ar, como me comporto em um outro ambiente que não seja a bancada ou da reportagem. Queria ver se tinha cabimento fazer propaganda e como. Gosto de dar um passinho de cada vez, então resolvi esperar passar essa primeira temporada. Mas não descarto essa possibilidade, quem sabe mais para frente? Não vejo problema algum nisso.
Você estava fora da TV desde maio de 2013. Dá um frio na barriga com a reestreia ou depois de mais de 20 anos de profissão isso não existe mais?
Um programa gravado é muito diferente de um ao vivo. Ao vivo tem mais frio na barriga porque tudo pode acontecer, você está sob a influência de várias pessoas, uma equipe enorme. Nas gravações, se não deu certo a gente faz de novo. É claro que com tanta gente que nunca fez TV, os participantes e jurados, a gente faz as coisas mais de uma vez, até por precaução.
Estão previstos outros compromissos com a Band além do "MasteChef"?
Temos um contrato de um ano. A gravação do programa é apenas de dez semanas e depois disso a gente começa a conversar efetivamente sobre outros projetos. Optamos por um contrato mais longo justamente para que a gente tenha tempo de acertar sobre outras coisas, mas por enquanto, estou gravando 12 horas por dia, inclusive, sábado e domingo, então, ainda que eu quisesse não daria tempo.
Haverá então tempo disponível para participar da cobertura eleitoral?
Quando assinei o contrato existia um desejo explícito da casa que eu participasse de alguma maneira da cobertura eleitoral, mas o problema é entro às 6h30, 7h e fico gravando até às 20h da noite. Como depois ainda participo de um programa ao vivo? Estou tentando encaixar as coisas em horários alternativos às gravações. Talvez no segundo turno. Eu gostaria sim de fazer essa cobertura, acho que combina com a minha história. Obviamente, não dos debates. Eles já estão bem definidos e não participarei deles. Há outros condutores muito bons na casa, mas de alguma maneira da cobertura seria interessante.
Voltar à bancada é uma opção para os próximos anos?
Não, de jeito nenhum! Não existe essa possibilidade. Não mesmo! Bancada não, não, não.





