Amor à camisa VS Profissionalismo, por Daniel de Carvalho Ribeiro

Amor à camisa VS Profissionalismo, por Daniel de Carvalho Ribeiro

Atualizado em 03/02/2005 às 11:02, por Daniel de Carvalho Ribeiro / PUC Campinas.

Amor à camisa VS Profissionalismo, por Daniel de Carvalho Ribeiro




A torcida de um lado xinga o jogador que acabou de se transferir para o rival. Do outro, o jogador fala que é um profissional e tem que considerar todas as ofertas.
É sempre assim, todo começo de ano quando abre o mercado do futebol é a mesma ladainha. Jogadores que eram ídolo no time A se transferem para o time B, provocando assim a ira da torcida traída. Traição ? É, por mais incrível que pareça, ainda existe torcedor que acredita em amor à camisa. Dizem os nostálgicos que antigamente existia o apego do jogador ao clube que o revelava. Tá. E o Maradona é melhor que o Pelé...

Nunca existiu esse tão falado amor à camisa. Ou você acha que o Pelé ficou muito tempo no Santos porque amava o Santos Futebol Clube ? O torcedor ainda está preso a essa lenda futebolística. O jogador de futebol é um profissional da bola, como eles próprios gostam de ser chamados. Mas de profissional eles não tem nada. São raras as exceções de jogadores profissionais. Hoje são um bando de ignorantes que assinam procurações burras para os seus empresários tomarem conta de suas carreiras.

São "prostitutos da bola", afinal quem der mais leva. Se hoje faz gol pelo time A e beija o escudo do time, amanhã estará no time B dizendo que sempre sonhou em jogar no time B. Ignorando a paixão da burra e iludida torcida do time A.
Ácredito que com o tempo o torcedor também acabe se profissionalizando e passe a exigir os seus direitos, como um estádio limpo, cadeiras macias e um banheiro decente.

E o jogador passe a agir realmente como um profissional, cumprindo seus contratos até o final e largando mão de ficar beijando tudo que é camisa que vê na frente.
Enquanto não chega esse tempo, vemos esse confronto entre o torcedor iludido e o profissional cafajeste.