América Latina apresentou "pior semestre" em liberdade de imprensa, aponta SIP
Os debates da 69ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), realizados até esta terça-feira (22/10), em Denver, nos Estados Unidos, trataram das ameaças de governantes à mídia.
Crédito:Reprodução Presidente da SIP, Jaime Mantilla, criticou censura imposta por governos à imprensa na América Latina
“Os governos latino-americanos têm se dedicado a semear o ódio e o medo”, disse o presidente da SIP, Jaime Mantilla, ao apresentar um estudo sobre as restrições à imprensa em Argentina, Equador, Venezuela e Cuba.
De acordo com O Globo , Mantilla é diretor do Diario Hoy, do Equador, país que aprovou em junho a polêmica lei de regulação da mídia, a qual permite ao governo controlar a publicação de notícias e punir meios de comunicação.
“Trata-se de uma intromissão direta do governo nos conteúdos jornalísticos, já que ele decide quem pode exercer a profissão e quem pode ser dono de um meio de comunicação”, afirmou Juan Carlos Solines, ex-presidente do Conselho Nacional de Telecomunicações do Equador.
Os jornalistas da Venezuela apontaram um aumento no número de processos contra meios contrários ao governo chavista e criticaram a venda do canal Globovisión. O presidente Nicolás Maduro criou, recentemente, um órgão estatal para controlar a publicação de notícias.
Na Conferência de Liberdade de Expressão e Democracia, realizada na última segunda-feira (21/10)pela Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova York, a nova lei de regulação da mídia no Equador também foi questionada pelos participantes. Eles alegam que o projeto contém pelo menos 12 artigos que ferem a liberdade de imprensa.
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