Alunos do Curso de Comunicação Social denunciam descaso da UFRN
Alunos do Curso de Comunicação Social denunciam descaso da UFRN
Os alunos do Curso de Comunicação Social da UFRN passam por uma série de constrangimentos por causa da falta de professores e das más condições de infra-estrutura. Desde o começo deste semestre, os universitários que cursam o segundo período, objetivam que o quadro de professores seja completo, mas ainda não têm nenhuma definição concreta.
Atualmente, a Universidade oferece 140 vagas anuais para o curso de Comunicação Social, sendo 80 com habilitação em Jornalismo, e 60 para Radialismo. A universitária Patrícia Carvalho, aluna do segundo período de
jornalismo, denúncia que o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes -CCHLA, responsável pelo curso, apesar de oferecer as vagas "não dispõe de corpo docente suficiente para atender a demanda, nem de infra-estrutura
adequada".
Os alunos estão sem professores para as disciplinas de Lingüística e de Sistemas de Comunicação, e os motivos são os mais curiosos possíveis: A professora designada pelo departamento para ministrar a disciplina de Sistemas da Comunicação se negou a fazê-lo e, em plenária, foi apoiada pelo colegiado. O Chefe do Departamento, Eduardo Pinto, bem como o Coordenado do Curso, Newton Avelino, alegam que não há nenhum outro professor com carga
horária disponível para atender esta disciplina.
A solução encontrada para este problema foi a divisão do conteúdo em três módulos, que seriam ministrados por professores distintos. As aulas começaram com mais de um mês de atraso, e foram interrompidas por duas semanas, em virtude de uma viagem do professor. Com o fim do primeiro módulo, os alunos foram informados de que o professor contatado para o
segundo não poderá dar as aulas. Já a disciplina de Lingüística, pré-requisito para Semiótica, disciplina que deve ser vista semestre que vem, também começou com um mais de um mês de atraso, após realização de concurso para professor substituto pelo Departamento de Letras. Desta vez, o problema foi de ordem legal, pois a professora contratada não poderia ter ministrado as aulas por já possuir um outro contrato junto à Universidade, e as aulas foram novamente interrompidas. O Departamento de Letras abriu um novo concurso para preenchimento da vaga, no entanto a estimativa é de estes
alunos só voltem a ter aula na segunda semana de junho. "O que nos preocupa é que, mesmo que consigamos professores, a esta altura do campeonato o conteúdo não poderá ser recuperado, pois o prazo para o fim do semestre é dia 25 de julho", avalia a universitária Patrícia Brito.
Desde o começo do semestre, os alunos já prepararam abaixo assinado, entregaram documento a Ouvidoria, mas não obtiveram nenhuma resposta convincente. Agora, eles estão preparando uma mobilização, que começará na
próxima segunda-feira, dia 30. A reitoria já foi contatada acerca do assunto, e os alunos esperam uma audiência com reitor ainda na próxima semana.






