Ali Kamel rebate críticas feitas a seus artigos sobre livros didáticos
Ali Kamel rebate críticas feitas a seus artigos sobre livros didáticos
O diretor-executivo da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, tem sido alvo freqüente de críticas devido aos artigos que publicou em O Globo a respeito dos livros didáticos adotados no Brasil e, mais especificamente, sobre o "Nova História Crítica", de Mário Schmidt.
Somente nesta semana, dois deputados se manifestaram contra a opinião da Kamel. Fernando Ferro (PT-PE), chamou o diretor de e "lobista de interesses multinacionais", em discurso feito na última terça-feira (2), na tribuna da Câmara.
Na quarta-feira (3), foi a vez do deputado Rui Falcão (PT- SP) censurar Kamel. Em seu , Falcão voltou a dizer que o diretor trabalha para os interesses da editora Santillana e que seus artigos levantaram a "ponta do véu que encobre a promiscuidade entre gente tucana e o capital estrangeiro".
O deputado também acusa Kamel de culpar o governo Lula e o MEC pela escolha do livro, que, segundo o diretor de jornalismo Globo, estaria direcionado ideologicamente para apologia do marxismo e do comunismo.
Em sua defesa, Ali Kamel argumenta que ele é "jornalista e não político" e que, quando escreve um artigo, se preocupa somente com os fatos.
Leia abaixo trechos do e-mail enviado por Ali Kamel Kamel ao jornalista , no qual rebate as acusações feitas contra ele:
"1) Soa ridículo alguém insinuar que minha crítica ao livro "Nova História Crítica" tenha estado a serviço do capital estrangeiro, mais especificamente da editora Santillana, a quem pertence a Editora Moderna. Um dia antes de o deputado fazer tal insinuação, (ontem, portanto) eu publiquei novo artigo, criticando duramente o livro "Projeto Araribá, Ensino fundamental, 8" o mais novo campeão de vendas entre os didáticos. Eu disse no meu artigo que tal livro tem todas as falhas do "Nova História Crítica" e mais uma: faz propaganda político-eleitoral do PT. Pois bem: o livro "Projeto Araribá" é editado pela Editora Moderna, que pertence à Santillana. Sou apenas um jornalista. Cumpro o meu papel. Publico as minhas idéias, não sem antes estudar os temas sobre os quais vou escrever. O deputado deveria fazer o mesmo. Não cairia nesse ridículo. Bastava ter lido o Globo de ontem.
2) Não culpei o MEC. Não culpei o Governo Lula. Isto está expresso em meus dois artigos. Basta lê-los. Sou jornalista, não sou político. Quando escrevo um artigo, não me preocupo com nada além do fato".






