Ali Kamel rebate colunista da "Folha" sobre repercussão de denúncias da "Veja" no "JN"
Diretor de jornalismo da Globo cita a Folha para esclarecer a abordagem do assunto no telejornal
Atualizado em 29/10/2014 às 11:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
O diretor de jornalismo da Rede Globo Ali Kamel contestou, em enviada ao "Painel do Leitor" da Folha de S.Paulo , o do jornalista Ricardo Melo que acusa o "Jornal Nacional" de não repercutir a reportagem da revista Veja sobre o esquema de corrupção da Petrobras.
Crédito:Divulgação Diretor de jornalismo da Globo rebate nova crítica sobre cobertura de telejornal
Na última sexta-feira (24/10), uma reportagem publicada pela revista afirmava que a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) e seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva sabiam de todo o esquema de corrupção investigado na Petrobras, com base em um depoimento à Justiça do doleiro Alberto Youssef.
"Não incomoda perceber, que, mesmo tendo em mãos o contraditório de Lula às denúncias de Youssef, este não tenha sido levado ao ar no mesmo 'Jornal Nacional' da TV Globo a poucas horas da eleição? A triste realidade: bandoleiros de gravata, travestidos de "bem informados", tentam dar credibilidade a histórias oriundas de porões. A forma e o conteúdo, mais uma vez, andaram de mãos dadas", diz Melo em sua coluna.
Na nota, Kamel ressalta que o colunista critica, mas não menciona a Folha que, no último sábado (25/10), estampou em manchete o depoimento do doleiro, preferindo atacar o "JN", que não endossou a matéria por não confirmá-la e a noticiou após o ataque à sede da Abril, ato que fere a liberdade de imprensa e não poderia ser ignorado.
"O 'JN' não publicou a resposta de Lula porque ela não existiu: ele disse que não comentaria. Foram 26 segundos sobre denúncia e 56 segundos com a defesa de Dilma. Melo mostrou com a omissão à Folha e o ataque ao 'JN' que sofre severamente do mal que condena: parcialidade", finalizou Kamel.
O colunista também rebateu as críticas do diretor de jornalismo do canal ao mencionar trechos de declarações de Lula no . "Lembro que o 'JN' sempre utilizou depoimentos de redes sociais para ilustrar reportagens. Essas declarações estavam à disposição de todos, antes de a edição do telejornal no sábado ir ao ar", disse.
Melo diz ainda que não nem mandato para defender a Folha e apenas exerce dua função como colunista. Segundo ele, a declaração do ex-presidente é do dia 25, sendo assim, não estava disponível quando da impressão do jornal, mas que foi informado no dia seguinte. "Julgue o leitor quem foi imparcial", conclui.
Kamel x Nelson de Sá
Na última segunda-feira (27/10), Ali Kamel também enviou à Folha para rebater a de Nelson de Sá. O texto abordava a mesma crítica de Melo e afirmava que a emissora apenas noticiou o fato dois dias depois "talvez por medo" e após o protesto em frente ao prédio da Editora Abril.
"Ao confundir equilíbrio com medo, Nelson de Sá talvez se valha da própria experiência nos jornais em que trabalha ou trabalhou. Ou, quem sabe, ele confunda irresponsabilidade com desassombro. A Globo não se pauta pelo que acham dela. Mas pelos princípios do bom jornalismo", criticou Kamel.
Crédito:Divulgação Diretor de jornalismo da Globo rebate nova crítica sobre cobertura de telejornal
Na última sexta-feira (24/10), uma reportagem publicada pela revista afirmava que a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) e seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva sabiam de todo o esquema de corrupção investigado na Petrobras, com base em um depoimento à Justiça do doleiro Alberto Youssef.
"Não incomoda perceber, que, mesmo tendo em mãos o contraditório de Lula às denúncias de Youssef, este não tenha sido levado ao ar no mesmo 'Jornal Nacional' da TV Globo a poucas horas da eleição? A triste realidade: bandoleiros de gravata, travestidos de "bem informados", tentam dar credibilidade a histórias oriundas de porões. A forma e o conteúdo, mais uma vez, andaram de mãos dadas", diz Melo em sua coluna.
Na nota, Kamel ressalta que o colunista critica, mas não menciona a Folha que, no último sábado (25/10), estampou em manchete o depoimento do doleiro, preferindo atacar o "JN", que não endossou a matéria por não confirmá-la e a noticiou após o ataque à sede da Abril, ato que fere a liberdade de imprensa e não poderia ser ignorado.
"O 'JN' não publicou a resposta de Lula porque ela não existiu: ele disse que não comentaria. Foram 26 segundos sobre denúncia e 56 segundos com a defesa de Dilma. Melo mostrou com a omissão à Folha e o ataque ao 'JN' que sofre severamente do mal que condena: parcialidade", finalizou Kamel.
O colunista também rebateu as críticas do diretor de jornalismo do canal ao mencionar trechos de declarações de Lula no . "Lembro que o 'JN' sempre utilizou depoimentos de redes sociais para ilustrar reportagens. Essas declarações estavam à disposição de todos, antes de a edição do telejornal no sábado ir ao ar", disse.
Melo diz ainda que não nem mandato para defender a Folha e apenas exerce dua função como colunista. Segundo ele, a declaração do ex-presidente é do dia 25, sendo assim, não estava disponível quando da impressão do jornal, mas que foi informado no dia seguinte. "Julgue o leitor quem foi imparcial", conclui.
Kamel x Nelson de Sá
Na última segunda-feira (27/10), Ali Kamel também enviou à Folha para rebater a de Nelson de Sá. O texto abordava a mesma crítica de Melo e afirmava que a emissora apenas noticiou o fato dois dias depois "talvez por medo" e após o protesto em frente ao prédio da Editora Abril.
"Ao confundir equilíbrio com medo, Nelson de Sá talvez se valha da própria experiência nos jornais em que trabalha ou trabalhou. Ou, quem sabe, ele confunda irresponsabilidade com desassombro. A Globo não se pauta pelo que acham dela. Mas pelos princípios do bom jornalismo", criticou Kamel.





