Algoritmo do YouTube acelera epidemia de desinformação sobre covid-19
Um estudo da Universidade de Michigan sugere que vídeos contendo desinformação sobre a pandemia do novo coronavírus são impulsionados por algoritmos do YouTube.
Atualizado em 21/07/2020 às 13:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Ela explica que os algoritmos do YouTube usam inteligência artificial para, baseados no tipo de conteúdo assistido por cada usuário, sugerir vídeos de forma personalizada. Crédito:Reprodução Anjana Susarla, professora de sistemas da informação da Universidade de Michigan: algoritmo impulsiona desinformação
Como as pessoas assistem em grande escala canais desprovidos de informação de saúde confiável, mais conteúdo semelhante é sugerido. Ademais, o estudo mostrou que vídeos sobre covid-19 com mais engajamento costumam ter maior quantidade de informações incorretas.
O estudo mostrou ainda que os vídeos com maior engajamento costumam apresentar linguagem simplória e informação incorreta. Isso ocorreria pois canais médicos confiáveis costumam usar termos técnicos, o que faz com que sejam menos assistidos e, em decorrência, menos indicados pelo algoritmo do YouTube.
Assim, vídeos populares sobre a pandemia têm menor probabilidade de apresentar informação confiável.
A pesquisa também salientou que usuários com menor escolaridade são mais suscetíveis ao surto de desinformação sobre a pandemia no YouTube.
Ao ignorar critérios de evidência científica, os algoritmos do YouTube ajudariam a disseminar desinformação e a causar o que vem sendo chamado de desinfodemia, ou pandemia de desinforamção.
Atualmente pelo menos um quarto dos vídeos sobre covid-19 disponíveis no YouTube não são embasados cientificamente
Como as pessoas assistem em grande escala canais desprovidos de informação de saúde confiável, mais conteúdo semelhante é sugerido. Ademais, o estudo mostrou que vídeos sobre covid-19 com mais engajamento costumam ter maior quantidade de informações incorretas.
O estudo mostrou ainda que os vídeos com maior engajamento costumam apresentar linguagem simplória e informação incorreta. Isso ocorreria pois canais médicos confiáveis costumam usar termos técnicos, o que faz com que sejam menos assistidos e, em decorrência, menos indicados pelo algoritmo do YouTube.
Assim, vídeos populares sobre a pandemia têm menor probabilidade de apresentar informação confiável.
A pesquisa também salientou que usuários com menor escolaridade são mais suscetíveis ao surto de desinformação sobre a pandemia no YouTube.
Ao ignorar critérios de evidência científica, os algoritmos do YouTube ajudariam a disseminar desinformação e a causar o que vem sendo chamado de desinfodemia, ou pandemia de desinforamção.
Atualmente pelo menos um quarto dos vídeos sobre covid-19 disponíveis no YouTube não são embasados cientificamente





