Alexander Soljenitsin, Nobel de Literatura, morre aos 89 anos
Alexander Soljenitsin, Nobel de Literatura, morre aos 89 anos
Alexander Soljenitsin, escritor russo que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1970, morreu, no último domingo (3), aos 89 anos, devido a complicações cardíacas, informou seu filho Stepan Soljenitsin.
O autor, que narrou os horrores do sistema soviético de campos de trabalhos forçados (gulag) em seus livros, foi exilado por 20 anos por conta de seus relatos, mas obteve reconhecimento internacional.
Em "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich", de 1962, Soljenitsin escreveu sobre o que ele chamava de "moedor de carne humana", pelo qual o próprio autor e milhões de outros cidadãos soviéticos haviam passado.
A selvageria da ditadura de Josef Stalin foi retratada na sua trilogia "Arquipélago Gulag", dos anos 1970, que chocou leitores e ajudou a acabar com a simpatia que muitos intelectuais de esquerda, especialmente na Europa, nutriam pela União Soviética.
Ao vencer o Prêmio Nobel da Paz, em 1970, a Academia Sueca - que concede o prêmio - citou "a força ética com a qual ele tem perseguido as tradições indispensáveis da literatura russa". O autor, no entanto, não conseguiu receber o prêmio porque foi proibido por autoridades soviéticas de viajar a Estocolmo, sede do evento.
Nesta segunda-feira (4), Nikolai Balashov, um porta-voz da Igreja Ortodoxa Russa, anunciou que o escritor será enterrado na próxima quarta-feira (6) no cemitério do mosteiro Donskoi de Moscou. "Este lugar de descanso foi escolhido em vida pelo próprio" escritor e autorizado oficialmente pelo patriarca Alexis II, declarou.
Antes, na terça-feira (5), o corpo do escritor será velado na Academia de Ciências de Moscou, onde uma cerimônia de despedida será celebrada.
Com informações da Agência Estado
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