Alerj instala CPI para apurar vandalismo e atentado contra cinegrafista da Band

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) resolveu, por iniciativa do deputado Bernardo Rossi (PMDB), instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar casos de vandalismo como o ocorrido com o cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, que morreu após ficar gravemente ferido enquanto cobria um protesto na capital carioca.

Atualizado em 12/02/2014 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Reprodução Assembleia vai investigar ação de black blocs e morte de cinegrafista
De acordo com a Agência Brasil, foram coletadas 40 assinaturas e a proposta foi protocolada na última terça-feira (11/2). O presidente da entidade, deputado Paulo Melo (PMDB), tem até cinco dias para publicar a instalação no Diário Oficial do Estado para que a comissão, que será presidida por Rossi, possa ter início já na próxima semana.

Melo disse que a intenção da CPI é investigar os ataques que provocaram a morte do cinegrafista. “Temos que entender quem são esses criminosos, como eles trabalham e, principalmente, como eles são financiados”, ressaltou o parlamentar.

“Se não entender a raiz desses criminosos e quem os financia, outros crimes irão acontecer, outras pessoas poderão ser atingidas e morrer. Então, o objetivo é investigar esse movimento, para dar direito novamente à democracia, para ter liberdade de imprensa e os movimentos pacíficos voltarem a acontecer”, acrescentou.

O político ressaltou que a imagem do cinegrafista sendo atingido pelo rojão chocou o país inteiro. Segundo ele, os frequentes fatos que vêm ocorrendo ferem a democracia e a liberdade de imprensa, e acabam com as manifestações pacíficas “que são justas e um direito da população”.

ONU condena morte de cinegrafista
Na última terça (11/2), a Organização das Nações Unidas (ONU) também repudiou a morte de Santiago Andrade. Em comunicado, o representante para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Amerigo Incalcaterra, expressou preocupação com a violência nas manifestações. Ele ofereceu ao país assessoria técnica e experiência internacional dq entidade.
Além disso, Incalcaterra solicitou às autoridades brasileiras que “garantam o exercício do direito às liberdades de expressão e reunião pacífica, além de prevenir e investigar de forma imediata, independente, imparcial e efetiva qualquer uso excessivo da força”.