Al-Jazeera pede indenização ao governo egípcio por danos a seu negócio no país
Três jornalistas da emissora árabe foram detidos no Cairo.
Atualizado em 29/04/2014 às 11:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última segunda-feira (28/4), o canal árabe Al-Jazeera solicitou uma indenização de US$ 150 milhões ao governo egípcio por danos a seu negócio no país. A emissora alega que a demanda ocorre em razão do tratamento "inaceitável" do governo militar a seus jornalistas.
Crédito:Divulgação Emissora diz que governo egípcio prejudica funcionamento do canal
De acordo com a Agência O Globo, um advogado que representa a emissora entregou um documento legal que detalha a reivindicação contra o governo, denunciando uma "campanha sustentada" contra a empresa depois que o Exército derrubou o presidente islamita Mohamed Mursi, em julho do ano passado.
Os repórteres Peter Greste, Mohamed Fahmy e Baher Mohamed foram detidos no Cairo no dia 29 de dezembro. Eles estão sendo julgados no Egito sob a acusação de auxiliar os membros de uma "organização terrorista".
"A Al-Jazeera investiu quantias substanciais no Egito", disse o advogado Cameron Doley. "O resultado da campanha recente do governo militar é que este investimento foi expropriado. O Egito é obrigado pelo direito internacional a pagar a Al-Jazeera uma indenização justa e efetiva", acrescentou.
Segundo dados da companhia, a Al-Jazeera já desembolsou pelo menos US$ 90 milhões em operações no Egito, desde que começou a transmitir em 2001. "A indenização também iria cobrir perdas futuras esperadas decorrentes da paralisação das operações no Egito", disse o advogado.
Crédito:Divulgação Emissora diz que governo egípcio prejudica funcionamento do canal
De acordo com a Agência O Globo, um advogado que representa a emissora entregou um documento legal que detalha a reivindicação contra o governo, denunciando uma "campanha sustentada" contra a empresa depois que o Exército derrubou o presidente islamita Mohamed Mursi, em julho do ano passado.
Os repórteres Peter Greste, Mohamed Fahmy e Baher Mohamed foram detidos no Cairo no dia 29 de dezembro. Eles estão sendo julgados no Egito sob a acusação de auxiliar os membros de uma "organização terrorista".
"A Al-Jazeera investiu quantias substanciais no Egito", disse o advogado Cameron Doley. "O resultado da campanha recente do governo militar é que este investimento foi expropriado. O Egito é obrigado pelo direito internacional a pagar a Al-Jazeera uma indenização justa e efetiva", acrescentou.
Segundo dados da companhia, a Al-Jazeera já desembolsou pelo menos US$ 90 milhões em operações no Egito, desde que começou a transmitir em 2001. "A indenização também iria cobrir perdas futuras esperadas decorrentes da paralisação das operações no Egito", disse o advogado.





