Al Jazeera leva caso de assassinato de repórter por Israel ao Tribunal Penal Internacional

A emissora de televisão Al Jazeera divulgou comunicado informando que apresentou à Promotoria do Tribunal Penal Internacional (TPI) o caso do assassinato com um tiro na cabeça, pelas forças de Israel, da jornalista de cidadania palestina e americana Shireen Abu Akleh.

Atualizado em 06/12/2022 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.


Celebridade no mundo árabe, a jornalista morreu em 11 de maio último, quando cobria pela Al Jazeera uma operação do exército israelense em Jenin, na Cisjordânia ocupada.
As investigações sobre o crime revelaram que Shireen e outros jornalistas foram atingidos por tiros disparados por Forças de Ocupação de Israel e que a alegação das autoridades israelenses de que a repórter foi morta em um tiroteio são infundadas. Crédito: Reprodução Manifestantes protestam contra morte de jornalista da Al Jazeera Em setembro último, o exército israelense admitiu que um de seus soldados atirou na jornalista após confundi-la com uma militante palestina. Desde então, autoridades do país deixaram claro que não pretendem cooperar com nenhuma investigação externa sobre o caso.
"Ninguém investigará os soldados do exército de Israel e ninguém nos dará sermão sobre a moral a guerra, muito menos a Al Jazeera", declarou o primeiro-ministro israelense, Yair Lapid.
Antes do pedido da Al Jazeera, o TPI havia iniciado uma investigação sobre os crimes de guerra nos territórios palestinos, mas Israel questiona sua jurisdição.