Al-Jazeera lança rede nos EUA com promessa de revolucionar o jornalismo

O grupo Al-Jazeera lançou, na última terça-feira (21/8), sua nova emissora de informação nos Estados Unidos, com a promessa de revolucionar o jornalismo televisivo no país e de superar as reservas do público americano.

Atualizado em 21/08/2013 às 12:08, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Emissora terá que quebrar preconceito dos americanos por sua origem árabe

De acordo com a AFP, a Al-Jazeera America iniciou suas transmissões a partir das 19h (16h de Brasília). O canal será recebido, inicialmente, por 40 milhões de lares em todo o país, mas os planos são de expansão e de entrar na competição travada pelos três grandes do jornalismo 24h nos Estados Unidos: CNN, MSNBC e Fox News. A emissora terá, diariamente, 14 horas de transmissão ao vivo, além de documentários, programas de debate e boletins de notícia.


A rede pretende fazer reportagens em profundidade e de longa duração. "Sabemos que os americanos querem receber uma cobertura em profundidade dos temas da atualidade que lhes interessam. Querem mais reportagens imparciais e menos partidarismo, exatamente o que a Al-Jazeera faz", diz Ehab Al Shihabi, diretor-geral interino da emissora.


No entanto, alguns especialistas afirmam que o grupo dirigido pela família Real do Catar deve se preparar para uma difícil disputa para conquistar audiência em um país como os Estados Unidos, que possui uma relação tão complexa com o Oriente Médio. A emissora ficou conhecida por ter divulgado, no passado, mensagens da rede Al-Qaeda, ou de Osama bin Laden.


Ehab al-Shihabi quer acreditar que, depois que o público puder conhecer realmente a programação do canal, esses preconceitos vão deixar de existir. "Estamos investindo grandes quantias de dinheiro em publicidade e em estratégia de marca (...) Tenho certeza de que, em pouco tempo, a Al-Jazeera será popular", insistiu.


A emissora contratou ainda grandes nomes do jornalismo americano, como Soledad O'Brien e Ali Velshi, da CNN, e Sheila MacVicar, que foi da ABC e da CNN. São mais de 850 profissionais, ao todo.


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