Ajufe sai em defesa do ministro do STF Nunes Marques após críticas da ABI

Associação Brasileira de Imprensa chamou o ministro do STF de "ministro de estimação do ainda presidente Jair Bolsonaro"

Atualizado em 29/07/2021 às 10:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) se posicionou publicamente para demonstrar, o que segundo a entidade, é "preocupação com a escalada de ataques pessoais a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial, ao ministro Kássio Nunes Marques que recentemente foi alvo de críticas contundentes e desproporcionais".
A nota foi divulgada em repúdio ao posicionamento da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que ao defender Conrado Hübner Mendes, professor da USP, alvo de uma representação do ministro à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar um suposto crime contra a honra. Crédito:Fellipe Sampaio/STF Ministro do STF Kássio Nunes Marques O ministro do STF, Kássio Nunes Marques A crítica ao Poder Judiciário é sempre bem-vinda, inclusive quando aponta limitações, equívocos ou mesmo falhas, pois permite avançar na construção e aperfeiçoamento da nossa institucionalidade. Contudo, essas críticas não podem jamais descambar para ataques contra a honra de magistrados.
"Para a Ajufe, a liberdade de imprensa é essencial para a democracia, mas não pode ser considerada absoluta. É importante destacar que a liberdade de expressão está sujeita a limites legais, sendo direito de qualquer cidadão, inclusive dos agentes públicos, defender sua honra, quando entender que foi violada.", diz o texto.
A associação chamou Nunes de "ministro de estimação do ainda presidente Jair Bolsonaro". O ministro do Supremo solicitou a investigação contra Hübner após um artigo publicado na Folha de S.Paulo sobre a atuação do presidente durante a pandemia. O professor e colunista usou adjetivos como "chicaneiro" para se referir ao magistrado.
A Ajufe rebateu a a ABI. "Em nota, a Associação Brasileira de Imprensa emite ilações e acusações gravíssimas contra membro da Suprema Corte, contrariando o histórico equilibrado da entidade. A ABI é reconhecida e respeitada pela defesa da democracia e dos direitos fundamentais no Brasil. Infelizmente, esse posicionamento agressivo não condiz com o perfil da entidade", pondera.
"É importante ressaltar que nos momentos difíceis, como a atual crise enfrentada pelo nosso país, a imprensa e as instituições da República são pilares que sustentam nosso Estado Democrático de Direito. Ambas são necessárias e não devem rivalizar na defesa da vida, da democracia e da justiça.", finaliza.