AI denuncia arbitrariedades do governo cubano contra jornalistas

AI denuncia arbitrariedades do governo cubano contra jornalistas

Atualizado em 30/06/2010 às 10:06, por Redação Portal IMPRENSA.

A Anistia Internacional ( ) denunciou em seu último relatório a repressão sofrida por jornalistas, ativistas políticos e dissidentes do governo de Cuba, que estariam vivendo sob constante ameaça de detenção de forma arbitrária. Segundo a entidade, as pressões das autoridades cubanas causam um clima de medo no país.

De acordo com o portal Diário Digital, o governo cubano estaria restringindo a informação enviada aos meios de comunicação do país, prendendo e condenando vários críticos do regime. O relatório da AI cita o caso do diretor do portal de notícias Candonga, Yosvani Anzardo Hernandéz, que foi arbitrariamente detido, interrogado e intimidado pelas autoridades de Cuba por exercer o jornalismo independente na ilha.

O subdiretor da AI no continente americano, Kerrie Howard, declarou que a lei cubana é tão "ambígua" que qualquer ato de dissidência pode ser considerado como criminoso, fazendo com que os direitos à liberdade de expressão sejam reprimidos. "Há uma necessidade urgente de uma reforma que transforme os direitos humanos numa realidade em Cuba", disse Howard.

Em protesto contra as arbitrariedades do governo e pela libertação de presos políticos em Cuba, o jornalista Guillermo Fariñas está em greve de fome e sede há quatro meses, e recentemente foi diagnosticado com uma "trombose na veia jugular". Fariñas está recebendo tratamento por antibióticos e soro para hidratação.

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