Agências de segurança e polícia da Inglaterra poderão ter direito de censurar notícias
Agências de segurança e polícia da Inglaterra poderão ter direito de censurar notícias
As agências de segurança e a polícia do Reino Unido poderão receber poderes para censurar a mídia quando o assunto for considerado de relevância para a segurança nacional. Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (11) no Jornal do Brasil , o tema está sendo discutido a portas fechadas na sede do governo britânico, em Londres.
De acordo com o JB, o Comitê de Segurança e Inteligência (ISC), que é formado por representantes multipartidários de ambas as Casas legislativas, quer pressionar os ministros para que seja aprovada uma legislação que evite o vazamento de informações confidenciais que possam, de alguma forma, ferir os interesses da segurança nacional.
O comitê pretende, ainda, impedir que sejam publicados dados de operações policiais. O ISC deverá recomendar, em seu próximo relatório, - que será divulgado ainda no fim deste ano - que seja criada uma comissão especial para esse fim.
O atual código de conduta, conhecido como sistema DA-Alerta, permite ao governo pedir à imprensa que não divulgue um determinado fato. Entretanto, os membros do comitê estão particularmente preocupados com o problema de vazamento de informação. Para especialistas, isso poderia sabotar investigações e, por isso, a divulgação desse tipo de dado poderá ser restringida pela legislação.
Grupos de defensores de liberdades civis avaliam que caso restrições como essa sejam adotadas, significariam "um perigo muito grande" e "destruiriam a confiança do público".
Para propor uma nova legislação, o comitê tem focado em um caso particular para esclarecer sua preocupação: um plano islâmico para seqüestrar e assassinar um policial britânico em 2007, operação durante a qual um grupo de repórteres teve acesso a informações acerca de suspeitas iminentes de prisão em Birmingham, em uma operação batizada de "Gamble" (aposta).
A equipe do então secretário John Reid e a polícia local tiveram acesso à lista dos possíveis responsáveis pelo vazamento de informações - mas as acusações foram negadas. Uma investigação comandada pela Scotland Yard fracassou em rastrear a fonte que liberou os dados privilegiados.
"Ficamos furiosos, mas não ficou claro com quem teríamos de nos aborrecer pelo fato de grande parte das informações sobre a operação Gamble ter chegado às mão da mídia tão rápido. E assim o caso ficou seriamente prejudicado pelo exposição dos fatos", reclamou a diretora-geral do MI5, Dame Eliza Manningham-Buller.
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