Agências de notícias erram informação de alerta global da OMS sobre a microcefalia
Na última segunda-feira (1/2), a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a microcefalia e as desordens neurológicas em áreas com o zika vírus tornaram-se uma emergência de saúde pública internacional.
Atualizado em 02/02/2016 às 11:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Organização Mundial da Saúde (OMS) que a microcefalia e as desordens neurológicas em áreas com o zika vírus tornaram-se uma emergência de saúde pública internacional.
Crédito:Divulgação Veículos importantes publicaram informação errada sobre alerta da OMS sobre microcefalia e o zika vírus
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa em Genebra (Suíça), após a primeira reunião do Comitê de Emergência sobre zika vírus da entidade. No entanto, não foi essa notícia que algumas agências internacionais publicaram inicialmente. Reuters, BBC, New York Times e outras publicações divulgaram que a emergência era o zika vírus.
Em sua página no , o jornalista Jamil Chade, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Genebra, relatou os bastidores do erro. Ele, que estava na OMS, recebeu a informação uma hora antes dos demais veículos. Mas para assegurar que a notícia fosse publicada sem erro, aguardou a coletiva.
"Quando ela ocorreu, a notícia estava confirmada e soltamos no ar segundos depois. Mas, para a surpresa da OMS, os sites das agências globais diziam que a emergência era de zika. Confusão estabelecida", escreveu.
De acordo com o repórter, uma jornalista de uma agência não-anglo saxã escutou de sua editora que se negaria a divulgar a reportagem dela. "Você viu que a Reuters está dando outra coisa que você?", questionou. Ao lado de Chade, outra profissional tentava convencer seu jornal a acreditar no material que enviou. "Mas você viu que a BBC está dizendo outra coisa?", teria retrucado o editor.
Durante a coletiva, o médico que presidiu a reunião dos cientistas, David Heymann, disse: “Zika vírus por si só não é a emergência internacional. Clinicamente, ele não é serio. O vírus só seria declarado assim se ficasse provada a relação [com casos de microcefalia].”
"Poucos foram os jornais que bancaram seus repórteres que passaram horas esperando a reunião na sede da OMS. Mas valeu a pena. Pouco a pouco, os sites dos poderosos meios globais foram mudando suas versões. De mansinho, para não ter de assumir os erros", observou Chade.
O jornalista lembrou que uma situação semelhante ocorreu na semana passada, quando uma agência de notícias se enganou e informou que haveria 1,5 milhão de casos de zika no Brasil em 2016. O número, porém, não existe.
Crédito:Divulgação Veículos importantes publicaram informação errada sobre alerta da OMS sobre microcefalia e o zika vírus
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa em Genebra (Suíça), após a primeira reunião do Comitê de Emergência sobre zika vírus da entidade. No entanto, não foi essa notícia que algumas agências internacionais publicaram inicialmente. Reuters, BBC, New York Times e outras publicações divulgaram que a emergência era o zika vírus.
Em sua página no , o jornalista Jamil Chade, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Genebra, relatou os bastidores do erro. Ele, que estava na OMS, recebeu a informação uma hora antes dos demais veículos. Mas para assegurar que a notícia fosse publicada sem erro, aguardou a coletiva.
"Quando ela ocorreu, a notícia estava confirmada e soltamos no ar segundos depois. Mas, para a surpresa da OMS, os sites das agências globais diziam que a emergência era de zika. Confusão estabelecida", escreveu.
De acordo com o repórter, uma jornalista de uma agência não-anglo saxã escutou de sua editora que se negaria a divulgar a reportagem dela. "Você viu que a Reuters está dando outra coisa que você?", questionou. Ao lado de Chade, outra profissional tentava convencer seu jornal a acreditar no material que enviou. "Mas você viu que a BBC está dizendo outra coisa?", teria retrucado o editor.
Durante a coletiva, o médico que presidiu a reunião dos cientistas, David Heymann, disse: “Zika vírus por si só não é a emergência internacional. Clinicamente, ele não é serio. O vírus só seria declarado assim se ficasse provada a relação [com casos de microcefalia].”
"Poucos foram os jornais que bancaram seus repórteres que passaram horas esperando a reunião na sede da OMS. Mas valeu a pena. Pouco a pouco, os sites dos poderosos meios globais foram mudando suas versões. De mansinho, para não ter de assumir os erros", observou Chade.
O jornalista lembrou que uma situação semelhante ocorreu na semana passada, quando uma agência de notícias se enganou e informou que haveria 1,5 milhão de casos de zika no Brasil em 2016. O número, porém, não existe.





