Agências de checagem unem-se para combater desinformação nas eleições
Neste fim de semana do primeiro turno das eleições, sete organizações de checagem de fatos se uniram para formar a coalizão CheckBR e checarconteúdos enganosos e falsos com potencial para comprometer as escolhas dos eleitores.
Atualizado em 03/10/2022 às 10:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Integraram a coalização AFP Checamos, Aos Fatos, Boatos.org, Projeto Comprova, E-Farsas, Fato ou Fake e Lupa. Além de redes sociais, foram verificadas mensagens enviadas por aplicativos de celular. Crédito: Reprodução A ideia da coalizão foi levar aos eleitores informações verificadas e confiáveis, combatendo a desinformação eleitoral.
A parceria é uma reedição ampliada de iniciativa semelhante criada em 2018 para a cobertura do segundo turno das eleições presidenciais. À época, seis veículos publicaram 50 matérias com checagem de conteúdos relacionados à votação e ao sistema eleitoral.
Todas as publicações da coalizão de checadores foram divulgadas nas redes sociais com a hashtag #CheckBR.
Veja abaixo 9 conteúdos eleitorais falsos checados pela CheckBR.
1) Alexandre de Moraes não pediu retirada de vídeo em que Bolsonaro aparece emocionado. A gravação na verade foi feita durante um culto no Palácio do Planalto em dezembro de 2019.
2) Vídeo que mostra confusão entre petistas em Aracaju é de 2013 e não tem relação com ato de Lula. Imagens foram gravadas em 2013, durante Processo de Eleições Diretas do PT daquele ano, em Aracaju (SE).
3) Plano de governo de Lula não prevê legalização de drogas ou perseguição a religiosos, como sustenta um vídeo que circula nas redes.
4) O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, não foi utilizado para o envio de queixas sobre urnas eletrônicas durante as eleições de 2022, ao contrário do que afirmam publicações nas redes.
5) É falso que Datafolha orienta pesquisadores a cancelar entrevista com apoiadores de Bolsonaro. Vídeo engana ao afirmar que o Datafolha não entrevista eleitores de Jair Bolsonaro em suas pesquisas de intenção de voto. O autor da gravação diz ter sido abordado por uma pesquisadora em Niterói que, ao ver que estava vestido com camisa do presidente, cancelou a entrevista.
6) É falso que urnas tinham votos pré-registrados para Lula em Serafina Corrêa (RS). Imagens falsamente atribuídas na verdade retratam uma ação policial na região metropolitana de Manaus, em 2018. Policiais militares não apreenderam urnas eletrônicas com votos computados para o ex-presidente.
7) É falso que Polícia Federal identificou urnas com votos já registrados em Brasília. Em agosto, a equipe técnica da PF participou da inspeção de todas as etapas do sistema eletrônico de votação, e não há registros de problemas. Vulnerabilidades em urnas citadas em vídeo de 2014 de Diego Aranha, professor assistente de segurança de sistemas na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, já foram corrigidas.
8) Vídeo de urna em porta-malas de Uber em Campo Grande não mostra irregularidade. Segundo o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), os cartórios eleitorais entregam as urnas devidamente lacradas, na semana que antecede as eleições, aos presidentes das seções eleitorais, que ficam responsáveis pelo transporte do equipamento até o local da votação.
9 ) Notícia sobre bloqueio do WhatsApp no Brasil é de 2015, não atual. Portanto, é falso que uma decisão judicial recente determinou a suspensão do WhatsApp no Brasil por dois dias. Vídeo usado nas peças de desinformação foi exibido na GloboNews em 16 de dezembro de 2015.





