Agência reguladora da Rússia adverte rádio por transmitir programa sobre a Ucrânia
Liberdade de imprensa na Rússia passa por uma série de restrições do governo
Atualizado em 03/11/2014 às 10:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
A agência reguladora de meios de comunicação da Rússia, Roskomnadzor, encaminhou advertência para a rede independente de rádio Ekho Moskvy após a exibição de um programa sobre a Ucrânia.
Crédito:Reprodução Sergei Loiko (esq.) e Timur Olevskiy (dir.) denunciavam combates no leste da Ucrânia quando a emissora foi advertida
Segundo o Brasil Post, no programa em questão, os jornalistas Sergei Loiko, do jornal Los Angeles Times , e Timur Olevskiy, da rede de TV independente da Rússia Dozhd, noticiavam em primeira mão o enfrentamento de rebeldes pró-Rússia e forças do governo no leste da Ucrânia.
Os repórteres também abordaram o confronto nas proximidades do aeroporto de Donetsk. Eles informavam que o confronto continuara mesmo depois de uma trégua assinada em setembro. De acordo com a lei russa, um veículo de comunicação pode ser obrigado a fechar caso receba duas advertências no período de um ano. O alerta foi o primeiro da Ekho Moskvy.
A agência reguladora argumentou que o programa possuía "informações justificando crimes de guerra", mas não elaborou. O editor-chefe da rádio, Alexei Venediktov, negou a alegação e disse que a emissora apelará contra a advertência.
A Ekho Moskvy abriu espaço para críticas ao Kremlin, apesar de ser controlada por uma filial da Gazprom, estatal russa de gás. A de Vladimir Putin.
Crédito:Reprodução Sergei Loiko (esq.) e Timur Olevskiy (dir.) denunciavam combates no leste da Ucrânia quando a emissora foi advertida
Segundo o Brasil Post, no programa em questão, os jornalistas Sergei Loiko, do jornal Los Angeles Times , e Timur Olevskiy, da rede de TV independente da Rússia Dozhd, noticiavam em primeira mão o enfrentamento de rebeldes pró-Rússia e forças do governo no leste da Ucrânia.
Os repórteres também abordaram o confronto nas proximidades do aeroporto de Donetsk. Eles informavam que o confronto continuara mesmo depois de uma trégua assinada em setembro. De acordo com a lei russa, um veículo de comunicação pode ser obrigado a fechar caso receba duas advertências no período de um ano. O alerta foi o primeiro da Ekho Moskvy.
A agência reguladora argumentou que o programa possuía "informações justificando crimes de guerra", mas não elaborou. O editor-chefe da rádio, Alexei Venediktov, negou a alegação e disse que a emissora apelará contra a advertência.
A Ekho Moskvy abriu espaço para críticas ao Kremlin, apesar de ser controlada por uma filial da Gazprom, estatal russa de gás. A de Vladimir Putin.





