Agência Pública lança projeto para checar dados da corrida presidencial
Cobertura vai averiguar informações, dados e promessas, colocá-los em contexto e confrontá-los com bancos de dados
Atualizado em 21/08/2014 às 16:08, por
Rodrigo Álvares.
A Agência Pública de Jornalismo Investigativo lançou no último dia 19 de agosto o projeto , com o objetivo de checar e contextualizar dados veiculados pelos candidatos à Presidência da República durante os programas do horário eleitoral gratuito.
Crédito:Reprodução Agência "truca" candidatos para comprovar veracidade de propostas
“A ideia surgiu naturalmente, quando pensamos em colocar em cheque informações veiculadas pelas campanhas na TV, e pensamos em como isso poderia ser traduzido de uma maneira fácil e bem humorada. Aí lembramos do Truco, que é exatamente um jogo em que você duvida do oponente em questão, usa muito o blefe, além do desafio para que as cartas sejam postas na mesa”, explica Natalia Viana, diretora de estratégia da Pública.
O resultado das checagens será publicado no site da agência no dia seguinte à veiculação do horário eleitoral, ao meio dia, a partir de uma extensa base de dados de pesquisas, especialistas e instituições de diversas áreas prioritárias na campanha. Questionada sobre a metodologia para a checagem de tantas informações, Natalia conta que “toda a equipe discute quais os pontos mais interessantes, duvidosos e, principalmente, mais relevantes de serem checados, pensando sempre num balanço entre os candidatos”.
No jogo que inspira o nome do projeto, quem pede truco desafia o adversário a mostrar suas cartas. Assim, a cobertura averiguará informações, dados e promessas, colocá-los em contexto, e confrontá-los com bancos de dados e informações de especialistas. Além disso, enviará perguntas para as campanhas, “pedindo truco” aos candidatos para que revelem com que trunfos contam para cumprir suas promessas.
“A campanha da Dilma Rousseff está buscando informações para responder ao nosso primeiro Truco!, que foi sobre a frase ‘(Somos) O país que vem realizando um dos maiores conjuntos de obras de infraestrutura do mundo e o maior de sua história’. Pedimos informações sobre quais os critérios e dados utilizados”, diz Natalia.
“As campanhas aqui no Brasil ainda não estão acostumadas a tanta checagem, que é uma tendência nova no jornalismo. Isso, logicamente, vai forçá-las a embasarem melhor o que afirmam e o que prometem. Quem ganha [com isso] é a democracia brasileira”, finaliza.
Crédito:Reprodução Agência "truca" candidatos para comprovar veracidade de propostas
“A ideia surgiu naturalmente, quando pensamos em colocar em cheque informações veiculadas pelas campanhas na TV, e pensamos em como isso poderia ser traduzido de uma maneira fácil e bem humorada. Aí lembramos do Truco, que é exatamente um jogo em que você duvida do oponente em questão, usa muito o blefe, além do desafio para que as cartas sejam postas na mesa”, explica Natalia Viana, diretora de estratégia da Pública.
O resultado das checagens será publicado no site da agência no dia seguinte à veiculação do horário eleitoral, ao meio dia, a partir de uma extensa base de dados de pesquisas, especialistas e instituições de diversas áreas prioritárias na campanha. Questionada sobre a metodologia para a checagem de tantas informações, Natalia conta que “toda a equipe discute quais os pontos mais interessantes, duvidosos e, principalmente, mais relevantes de serem checados, pensando sempre num balanço entre os candidatos”.
No jogo que inspira o nome do projeto, quem pede truco desafia o adversário a mostrar suas cartas. Assim, a cobertura averiguará informações, dados e promessas, colocá-los em contexto, e confrontá-los com bancos de dados e informações de especialistas. Além disso, enviará perguntas para as campanhas, “pedindo truco” aos candidatos para que revelem com que trunfos contam para cumprir suas promessas.
“A campanha da Dilma Rousseff está buscando informações para responder ao nosso primeiro Truco!, que foi sobre a frase ‘(Somos) O país que vem realizando um dos maiores conjuntos de obras de infraestrutura do mundo e o maior de sua história’. Pedimos informações sobre quais os critérios e dados utilizados”, diz Natalia.
“As campanhas aqui no Brasil ainda não estão acostumadas a tanta checagem, que é uma tendência nova no jornalismo. Isso, logicamente, vai forçá-las a embasarem melhor o que afirmam e o que prometem. Quem ganha [com isso] é a democracia brasileira”, finaliza.





