Agência de notícias russa pede libertação de fotojornalista detido na Ucrânia

Profissional foi preso por um dos serviços de segurança do país

Atualizado em 11/08/2014 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.

No último domingo (10/8), a agência internacional de notícias Rossiya Segodnya exigiu a libertação imediata do fotojornalista Andrei Stenin, que desapareceu no leste da Ucrânia enquanto fazia uma reportagem. Ao que tudo indica, ele foi preso por um dos serviços de segurança do país.

Crédito:Reprodução Agência faz campanha pela libertação do fotógrafo Andrei Stenin
De acordo com o site Voz da Rússia, além do apelo da agência, também foi entregue um pedido oficial de busca no Ministério do Interior da Ucrânia e o porta-voz do presidente russo, Dmitri Peskov, informou que Moscou providencia os serviços competentes para repatriar Stenin.

Em comunicado, o diretor-geral da agência de notícias, Dmitri Kiselev, pontuou que o fotojornalista cobria ambos os lados do conflito no leste da Ucrânia. "É uma atividade claramente humanitária. Estamos diante de uma verdadeira caça aos jornalistas", declarou.

A agência organizou uma campanha pública de apoio à libertação de seu funcionário. Em Moscou, voluntários distribuem trabalhos fotográficos de Stenin para propagar a ação e fazer com que ela ganhe espaço nas redes sociais. No YouTube, também foi publicado um vídeo de apoio ao profissional.

Alexander Vilf, chefe da seção de repórteres fotográficos da Rossiya Segodnya, defendeu o trabalho do colega. "Andrei não pegou em armas. Sua única arma era uma câmera de filmagem com que ele procurava levar a nosso conhecimento o que se passava na região. Pode se discutir sobre até que ponto é 'ética' a presença de correspondentes 'incomodando' os militares, mas se não estiveram lá, ninguém saberá absolutamente nada", ponderou.

Assista ao vídeo: