Agência de notícias pede explicações ao FBI após agente se disfarçar de jornalista
Associated Press (AP) considera que houve um “roubo de identidade” no caso. Em carta enviada a polícia federal americana, questiona método.
Atualizado em 11/11/2014 às 13:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
A agência de notícias Associated Press (AP) exigiu explicações à polícia federal norte-americana (FBI, na sigla em inglês) após um agente do órgão governamental se por um jornalista da empresa. Em carta enviada ao diretor do FBI, James Comey, e ao ministro da Justiça, Eric Holder, o grupo de imprensa questiona os métodos usados no caso.
Crédito:Divulgação CEO da Associated Press quer explicações do FBI sobre uso da agência em investigação
Segundo Notícias ao Minuto, a AP equipara a situação a um “roubo de identidade” e afirma que esta prática "corrompe os princípios mais fundamentais da imprensa livre, a independência [da imprensa] perante o governo e a responsabilidade do governo de prestar contas". O texto é assinado pelo presidente-diretor-geral da AP, Gary Pruitt, que ressalta a credibilidade do grupo de mídia.
O episódio ficou conhecido depois de um artigo publicado pelo New York Times , em que Comey reconhece que, recentemente, um agente do FBI "tinha se apresentado como empregado da agência noticiosa para fazer uma armadilha a um suspeito que ameaçava fazer um atentado à bomba numa escola". Depois da declaração, descobriu-se que se tratava da AP.
Ao rebater a declaração do dirigente, Pruitt acusa a FBI de tentar "prejudicar a reputação [da AP], minimizar os valores da liberdade de imprensa inscrita na Constituição e coloca em perigo os jornalistas da AP e os outros que procuram informações em todo o mundo". No final do mês, documentos publicados pela imprensa mostram que a instituição escreveu uma notícia falsa da mesma agência.
A ideia dos policiais era hackear o suspeito para que este revelasse a sua localização. Esta prática dos agentes "enfraquece a nossa capacidade de conseguir informações, ao intimidar as fontes que poderiam falar livremente com os nossos jornalistas e degradar a contribuição [da AP] para a objetividade, a verdade, a exatidão e a integridade", acrescenta Pruitt.
O responsável pela agência afirma, ainda, que as ações federais “colocam em risco” os jornalistas que trabalham em zonas de guerra, pois “lançam a suspeita” sobre o trabalho independente destes profissionais, que atuam sem interferência do governo americano. Sobre a declaração de Comey, que disse que tais métodos são “raros”, comenta que "não tranquiliza a AP nem os outros meios".
Por fim, o mandatário alerta que é necessário saber "quem aprovou esta prática em 2007, qual foi o processo da sua aprovação e o que diferencia as imposturas de há sete anos das de hoje". Questionado, o FBI ainda não respondeu às solicitações de informação sobre casos em que foram adotadas técnicas semelhantes, que envolvem nome de jornalistas.
Crédito:Divulgação CEO da Associated Press quer explicações do FBI sobre uso da agência em investigação
Segundo Notícias ao Minuto, a AP equipara a situação a um “roubo de identidade” e afirma que esta prática "corrompe os princípios mais fundamentais da imprensa livre, a independência [da imprensa] perante o governo e a responsabilidade do governo de prestar contas". O texto é assinado pelo presidente-diretor-geral da AP, Gary Pruitt, que ressalta a credibilidade do grupo de mídia.
O episódio ficou conhecido depois de um artigo publicado pelo New York Times , em que Comey reconhece que, recentemente, um agente do FBI "tinha se apresentado como empregado da agência noticiosa para fazer uma armadilha a um suspeito que ameaçava fazer um atentado à bomba numa escola". Depois da declaração, descobriu-se que se tratava da AP.
Ao rebater a declaração do dirigente, Pruitt acusa a FBI de tentar "prejudicar a reputação [da AP], minimizar os valores da liberdade de imprensa inscrita na Constituição e coloca em perigo os jornalistas da AP e os outros que procuram informações em todo o mundo". No final do mês, documentos publicados pela imprensa mostram que a instituição escreveu uma notícia falsa da mesma agência.
A ideia dos policiais era hackear o suspeito para que este revelasse a sua localização. Esta prática dos agentes "enfraquece a nossa capacidade de conseguir informações, ao intimidar as fontes que poderiam falar livremente com os nossos jornalistas e degradar a contribuição [da AP] para a objetividade, a verdade, a exatidão e a integridade", acrescenta Pruitt.
O responsável pela agência afirma, ainda, que as ações federais “colocam em risco” os jornalistas que trabalham em zonas de guerra, pois “lançam a suspeita” sobre o trabalho independente destes profissionais, que atuam sem interferência do governo americano. Sobre a declaração de Comey, que disse que tais métodos são “raros”, comenta que "não tranquiliza a AP nem os outros meios".
Por fim, o mandatário alerta que é necessário saber "quem aprovou esta prática em 2007, qual foi o processo da sua aprovação e o que diferencia as imposturas de há sete anos das de hoje". Questionado, o FBI ainda não respondeu às solicitações de informação sobre casos em que foram adotadas técnicas semelhantes, que envolvem nome de jornalistas.





