Agência de notícias chinesa classifica EUA como "maior vilão do mundo da espionagem”
Revelada pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden, uma suposta ciberespionagem à China por parte do governo norte-americano, a imprensa oficial chinesa criticou, nesta segunda-feira (24/6), duramente as autoridades dos EUA.
Atualizado em 24/06/2013 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo a EFE, um dia depois de Snowden ter deixado a Região Administrativa Especial do país, a agência oficial chinesa Xinhua qualificou os Estados Unidos como "o maior vilão do mundo da espionagem".
E completou: "As novas revelações - que fazem referência à espionagem da Universidade Tsinghua de Pequim ou das companhias telefônicas - junto com as anteriores são sinais claramente preocupantes".
Para a agência chinesa, "tudo isto demonstra que os Estados Unidos, que durante muito tempo esteve tentando ser inocente e vítima dos ataques cibernéticos, acaba sendo o maior vilão de nossa época". A Xinhua ainda afirma que, após os dados divulgados por Snowden, "a bola está agora no telhado de Washington" e que as autoridades americanas "devem uma explicação à China e a outros países aos quais supostamente espionou".
Por sua vez, o jornal governista chinês Global Times assegurou em um editorial que "todo mundo se beneficia das declarações de Snowden", já que, segundo sua opinião, "foi descoberta uma história de infração dos direitos civis que fez a autoridade moral dos EUA cambalear".
"Há algum tempo as acusações contra a China em segurança cibernética ganharam impulso, enquanto a realidade é que os EUA podem atacar a China quase que à vontade", diz o artigo, que termina desejando "boa sorte" a Snowden e afirmando que "seu destino pessoal refletirá o jogo entre a hegemonia dos EUA e a busca mundial por equidade e justiça".
Além do Global Times , o jornal independente South China Morning Post também classificou como positiva a suposta ciberespionagem dos EUA. Por meio de um editorial, o veículo ressaltou que o caso Snowden "servirá para recuperar o debate necessário sobre o acesso dos Governos aos dados pessoais dos cidadãos".





