Agência Africa anuncia série de mudanças estruturais
Agência Africa anuncia série de mudanças estruturais
Com o objetivo de reiventar a agência Africa, o publicitário Nizan Guanaes acaba de promover uma série de mudanças na empresa. A partir deste mês, Márcio Santoro e Sérgio Gordilho vão presidir a Africa. "Não é um comando duplo, mas uma dupla no comando", enfatiza Nizan. "A Africa é uma agência de negócios e nossa plataforma é a inovação em toda a sua extensão. Estamos aparelhando a empresa para mais uma vez ela estar à frente no mercado", explica.
A área de atendimento e gestão também tem novidades. Marcelo Passos, que era diretor da conta de Brahma, é o novo diretor-geral de atendimento e gestão da Africa, se reportando diretamente à presidência. Já Renata Brasil, na Africa desde 2004 e com um vasto currículo na área de marketing e comunicação, agora trabalha ligada diretamente a Nizan, como diretora de planejamento aplicado. "Renata tem a missão de alertar para que tudo o que foi planejado na agência seja realmente executado. É um pensamento muito mais estratégico e de longo prazo", explica Santoro. De 2005 até agora, Renata atuou como diretora-geral de atendimento e gestão.
Para integrar a equipe de Sérgio Gordilho, acabaram de ser contratados Roberto Cipolla, diretor de criação, e Sérgio Iacobelli, diretor de arte vindo diretamente de Santiago, no Chile. "Gostamos dessa mistura. Profissionais seniores, outros mais jovens, gente vinda de diversos Estados brasileiros e até de outros países. É uma diversidade de talentos e de culturas que faz a Africa ser cada vez mais Africa", ressalta Gordilho, ao lembrar que a equipe de RTVC já conta com uma produtora argentina, na agência desde o ano passado.
No digital, a Africa estruturou uma equipe sólida, liderada pelo diretor de criação Marcelo Kertesz, contratou nomes consagrados do mercado (a exemplo de Eco Moliterno, diretor de criação) e anunciou a conquista da conta digital de todos os produtos da Procter & Gamble do Brasil. Ao todo, contando criação, atendimento, planejamento e mídia, chegou à Africa, entre o final do ano passado e começo de 2010, um total aproximado de 20 pessoas. Elas já estão integradas à equipe da agência, que desde o ano passado vem passando por treinamento nessa área. "Buscamos inovação para todas as áreas. Estamos no melhor momento da Africa e essa é a hora de repensarmos nosso trabalho para que ele seja cada vez melhor", afirma Gordilho.
Já na área comandada por Luiz Fernando Vieira está uma das principais mudanças que acabam de ocorrer na Africa, uma transformação inédita no mercado brasileiro. Segundo explica Vieira, a mídia da agência deixa de funcionar apoiada no modelo tradicional - apenas com diretor, supervisor e assistente para cada conta.
A partir de agora, o departamento está dividido em cinco áreas, cada uma com um responsável, todos liderados por Fábio Freitas, diretor-geral, e Luiz Fernando Vieira. Inovação, Estratégia, Digital, Negócios e Operações. "Remontamos a equipe com o nosso pessoal, direcionando os profissionais para os assuntos prioritários. Pensamos no que há de mais moderno em termos de mídia no mundo e mais uma vez a Africa está saindo na frente", diz Vieira, ao reforçar que não se trata de uma mudança cosmética.
O responsável pela área de Inovação passa a ser o diretor Rodrigo Famelli, enquanto Estratégia mantém um diretor exclusivo para cada conta, o que preserva a relação com o cliente e o modelo de exclusividade que sempre diferenciou a Africa. Em Digital, a equipe é liderada por Felipe Santos, o Pipo.
A Africa apresenta ao mercado o seu núcleo de pensamento estratégico, que é formado por três partes: planejamento (liderado pelo vice-presidente Pedro Cruz), branding (comandado pelo VP Rômulo Pinheiro) e o grupo de inteligência de mercado (sob os cuidados de Antonio Carlos Ayres, o Cacá, recém-contratado como gerente da área). Desde a chegada de Pinheiro à Africa, em maio de 2009, os departamentos de planejamento e branding desenvolveram uma dinâmica integrada de trabalho, o que culminou no desenho de projetos construídos e desenvolvidos a quatro mãos - formato inédito no mercado brasileiro.
Nizan não deixa a Africa; ele continua presente no dia a dia e na essência da agência. "Eu quero ter tempo livre para criar campanhas. Meus clientes me entregam as contas para que eu crie e não para que fique absorvido pela burocracia. Com todas essas mudanças eu volto à essência da agência. Eu era presidente da Africa e agora fui promovido a criador. Não vou sair da agência, eu vou entrar. Não quero perder meu tempo em reuniões, power points. Quero me dar ao luxo de criar. Tenho 18 empresas que são bem geridas por excelentes profissionais, a Africa é uma delas. Agora, eu vou ser criador", explica Nizan.
* O Caderno de Mídia impresso está disponível em versão eletrônica, na íntegra, a todos os internautas do Portal IMPRENSA. Para acessar a versão do mês, clique .






