África ao rés do chão

África ao rés do chão

Atualizado em 09/07/2009 às 22:07, por Rodrigo Cavalheiro,  colaboração de Iaoundé e  Camarões.

Por EX- ZERO HORA E EX- EL PAIS , RODRIGO CAVALHEIRO INVESTE O VALOR CONQUISTADO COM O PRÊMIO REI DA ESPANHA DE JORNALISMO NUM DESAFIO SURPREENDENTE. COM A PREMISSA DE SE LOCOMOVER UNICAMENTE POR TERRA E ECONOMIZAR EM COMIDA E HOSPEDAGEM, O REPÓRTER GAÚCHO ENVIOU, ESPECIALMENTE PARA IMPRENSA , UM DIÁRIO COM SUAS IMPRESSÕES SOBRE AS INTEMPÉRIES ENFRENTADAS POR UM JORNALISTA NUMA TRAVESSIA DE NORTE A SUL DO CONTINENTE AFRICANO

NOUAKCHOTT, MAURITÂNIA, 15 DE ABRIL, 15H

A barrinha azul que mostra como anda a transmissão do vídeo chega à metade, depois de duas horas. Uma hora de internet nesta terra ocupada pelo Marrocos custa R$ 0,50. Uma cerveja pequena em terreno muçulmano, R$ 7,50. Se engana quem pensa que uma conexão tão barata é muito ruim. É terrível. Em geral não é um problema encontrar internet na África urbana. O problema é a qualidade. É possível ver e-mails, mas transmitir um vídeo de 20 Mb pode levar três horas. Isso quando uma oscilação na rede não provoca o pior. A barra está em 73% quando soa o clássico barulhinho de alerta para algo que deu errado: "você não tem acesso ao FTP, comece de novo", diz a mensagem. "Puta que o pariu..." Por sorte a muçulmana que distribui as senhas não entende português. Um jornalista sem internet é 73% de um jornalista.

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