Afiliada da Globo volta a ser investigada por demitir jornalista acima do peso
Reportagem de Mauricio Stycer, colunista do Uol, publicada nesta terça (11), revela que a TV Vanguarda, afiliada da Globo em São José dos Campos (SP), voltou a ser investigada pelo Ministério Público do Trabalho por demitir e afastar jornalistas consideradas acima do peso.
Atualizado em 11/05/2021 às 19:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
A investigação havia sido arquivada em março, mas foi reaberta após publicação do relato da jornalista Marcela Mesquita, que foi demitida da TV Vanguarda nesta segunda (10), após 12 anos de casa.
Em seu Instagram, Marcela contou que recebeu a notícia da demissão ao retornar ao trabalho após o período de licença-maternidade. Segundo ela, o que motivou a demissão foi seu peso. Crédito:Reprodução Jornalista Marcela Mesquita, demitida da TV Vanguarda nesta segunda (10)
O caso de Marcela não seria o primeiro de discriminação estética na TV Vanguarda. Relatos semelhantes já haviam sido feitos pelas jornalistas Michelle Sampaio e Micheli Diniz.
Jornalista da TV Vanguarda entre 1998 e 2003, Diniz relatou em 2019 que durante 15 anos foi pressionada a emagrecer por seus chefes na emissora.
Já Michelle foi desligada em março de 2019, após atuar por mais de 16 anos no canal. Na ocasião, ela disse que a emissora optou pelo desligamento por ela "não ter atingido o objetivo, que era emagrecer".
Em entrevista ao UOL, Marcela contou que antes de ser demitida, foi colocada na “geladeira” por cerca de dois anos e meio. “Na época, fui informada pela chefe de redação, Terezinha Almeida, que a direção tinha decidido me afastar porque eu estava ‘fora do padrão’, ‘acima do peso’. Foram esses os termos que usaram”.
Ainda segundo o relato, após o afastamento ela recorreu a ajuda de psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Mesmo assim, não foi autorizada a retornar ao vídeo. “Me falaram que não estava pronta”, disse ela, que só voltou a trabalhar em frente das câmeras em 2020.





