Afeganistão proíbe jornalistas de cobrirem atentados ao vivo por "ajudarem o inimigo"
Afeganistão proíbe jornalistas de cobrirem atentados ao vivo por "ajudarem o inimigo"
O governo do Afeganistão proibiu a imprensa de cobrir ao vivo ações dos talibãs. A determinação tem como objetivo evitar que o grupo insurgente use as informações transmitidas pelos jornalistas em tempo real. Não ficou claro se a proibição atinge a imprensa local e internacional.
Em entrevista à agência de notícias AFP, Hakim Ashir, chefe do centro de imprensa do Governo, explicou que "este tipo de cobertura coloca em perigo, antes de tudo, a vida dos jornalistas e, além disso, o inimigo tira um enorme proveito. Os jornalistas ajudam o inimigo com suas coberturas ao vivo".
Segundo Ashir, não se trata de uma proibição total da cobertura, pois os jornalistas "poderão cobrir os atos violentos quando receberem a autorização". A Associação de Jornalistas Independentes do Afeganistão (AIJA) condenou a decisão. "Isto é censura direta", declarou seu presidente, Rahimullah Samandar.
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