Afeganistão culpa espionagem estrangeira por ataque que matou jornalista em Cabul

Nesta segunda-feira (24/3), o governo do Afeganistão acusou agências de espionagem estrangeiras de executar o ataque que causou a morte de 1

Atualizado em 24/03/2014 às 11:03, por Redação Portal IMPRENSA.

3 pessoas, incluindo um jornalista, no Hotel Serena, localizado em Cabul. O local era frequentado por estrangeiros.
Crédito:Reprodução Jornalista morreu durante ataque talibã em hotel de Cabul, no Afeganistão
"As declarações das testemunhas e as investigações iniciais mostram que o ataque terrorista foi executado diretamente por serviços de espionagem de fora do país", afirmou o presidente afegão, Hamid Karzai, sem acusar nenhum país diretamente, mas sugerindo o possível envolvimento do Paquistão.

De acordo com EFE, a declaração ocorreu após uma reunião do Conselho Nacional de Segurança do Afeganistão (NSC) em que Karzai foi informado do curso das investigações pelos serviços de espionagens afegãos. A NSC acredita que se tratou de um ataque "sofisticado e complexo que talibãs normais" não poderiam realizar. O grupo assumiu a autoria do ataque em que quatro insurgentes mataram nove pessoas, entre elas quatro estrangeiros - um jornalista, sua mulher e suas duas filhas.
O conflito afegão está em um de seus momentos mais sangrentos desde a invasão dos Estados Unidos. A realização de eleições presidenciais no Afeganistão, no próximo dia 5 de abril, intensificou as ações talibãs nas últimas semanas. Este ano é o último com presença de tropas da Otan no país, de acordo com um calendário de retirada gradual que se encerra em dezembro, quando as forças locais assumirão a segurança de todo o território.