Advogados do fundador do Wikileaks querem interrogatório em Londres

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, poderá ser interrogado sobre o processo em que é acusado de estupro em Londres. A solicitação foi feita por meio dos advogados suecos, que pediram nesta quarta-feira (12/2) que o cliente seja interrogado na embaixada do Equador na capital britânica.

Atualizado em 12/02/2014 às 17:02, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Divulgação Jornalista pede para ser interrogado em Londres
Segundo AFP, Assange vive na embaixada desde junho de 2012, pois tenta evitar uma extradição para a Suécia, onde é processado por duas mulheres por agressão sexual. A preocupação do australiano sobre seu refúgio está relacionado à possibilidade de a Suécia extraditá-la aos Estados Unidos, onde ele também é processado por vazar documentos oficiais pela plataforma Wikileaks.
Os advogados do fundador do Wikileaks, Thomas Olsson e Per Samuelsson, publicaram artigo no jornal Svenska Dagbladet , no qual criticam o pedido dos juízes suecos de interrogá-lo na Suécia. "Marianne Ny (a procuradora sueca encarregada do caso) se nega a ir a Londres. Não faz nada. As justificativas racionais de sua passividade são difíceis de explicar". Em seguida, eles lembram o procedimento penal sueco, em que os interrogatórios das investigações preliminares devem ocorrer "no momento e no local que causem os menores danos possíveis à pessoa que deve ser interrogada".
O artigo ressalta o interesse de um interrogatório de Assange. "Supondo que a promotoria não julgue antecipadamente a questão da culpa e esteja disposta a ser objetiva sobre as declarações, é evidente que um interrogatório de Julian Assange seria útil para todo mundo, incluindo as denunciantes". O caso está em ponto morto, e os juízes suecos são irredutíveis sobre a possibilidade de que o depoimento poderia ser tomado fora da Suécia.