Advogado que acusa Rafinha Bastos defende uma nova lei de imprensa
O processo que o advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira redigiu contra o humorista Rafinha Bastos gerou polêmica já em sua concepção. Ferreira aponta que Rafinha ofendeu seus clientes: o empresário Marcus Buaiz, a cantora Wanessa Camargo e o futuro bebê.
Atualizado em 24/10/2011 às 16:10, por
Luiz Gustavo Pacete.
"O Código Civil diz que o nascituro, que é o caso desse futuro bebê, tem seus direitos garantidos desde a concepção. A partir daí, essa criança pode demandar pelas ofensas de sofrer", disse em entrevista à revista Veja .
STF Manuel Alceu Ferreira Ferreira pede que Rafinha seja condenado por injúria e pague uma ação moral avaliada em R$ 100 mil. O renomado advogado possui um histórico relevante na defesa de causas relacionadas à imprensa. Em maio deste ano, Ferreira afirmou, em um debate, ser saudoso em relação à lei de imprensa. "Caso ousassem, o jornal O Estado de S. Paulo não estaria há dois anos sujeito a uma censura judicialmente imposta", disse, em referência à censura que vive o jornal, seu cliente na época. De acordo com ele, a falta de regulamentação dá margem para censura prévia de reportagens com base no principio da privacidade.
No caso da censura do Estadão, Ferreira defende que a proibição de publicar matéria sobre a Operação Boi Barrica da Polícia Federal "ofende um valor constitucional maior que é o da liberdade de imprensa". Em sua coluna da última sexta-feira (21), na Folha de S.Paulo , a jornalista Barbara Gancia criticou Ferreira. Apesar de não concordar com a piada de Rafinha, ela destaca que não sabe se o advogado "foi movido por exibicionismo ou com o desafio de mostrar-se capaz de criar um fato novo". "Mas o doutor Manuel resolveu sair ao encalço do tal comediante em nome de uma idiossincrasia que só faz sentido aos olhos do Código Penal de 1940", escreveu.
Barbara concluiu, apontando que a atitude do advogado é "desnecessária". "Tenho pouca intimidade com a arte de Rafinha Bastos, custo a me identificar com seu humor fácil e não consigo ver nele o mesmo futuro que percebo em um Marcelo Adnet, numa Tatá Werneck ou em um Danilo Gentili. Mesmo assim, eu não saio por ai querendo colocar o Rafinha atrás das grades por causa de uma causa boboca." O Portal IMPRENSA entrou em contato com o advogado por meio de seu escritório, em São Paulo, e aguarda uma resposta para entrevista.
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STF Manuel Alceu Ferreira Ferreira pede que Rafinha seja condenado por injúria e pague uma ação moral avaliada em R$ 100 mil. O renomado advogado possui um histórico relevante na defesa de causas relacionadas à imprensa. Em maio deste ano, Ferreira afirmou, em um debate, ser saudoso em relação à lei de imprensa. "Caso ousassem, o jornal O Estado de S. Paulo não estaria há dois anos sujeito a uma censura judicialmente imposta", disse, em referência à censura que vive o jornal, seu cliente na época. De acordo com ele, a falta de regulamentação dá margem para censura prévia de reportagens com base no principio da privacidade.
No caso da censura do Estadão, Ferreira defende que a proibição de publicar matéria sobre a Operação Boi Barrica da Polícia Federal "ofende um valor constitucional maior que é o da liberdade de imprensa". Em sua coluna da última sexta-feira (21), na Folha de S.Paulo , a jornalista Barbara Gancia criticou Ferreira. Apesar de não concordar com a piada de Rafinha, ela destaca que não sabe se o advogado "foi movido por exibicionismo ou com o desafio de mostrar-se capaz de criar um fato novo". "Mas o doutor Manuel resolveu sair ao encalço do tal comediante em nome de uma idiossincrasia que só faz sentido aos olhos do Código Penal de 1940", escreveu.
Barbara concluiu, apontando que a atitude do advogado é "desnecessária". "Tenho pouca intimidade com a arte de Rafinha Bastos, custo a me identificar com seu humor fácil e não consigo ver nele o mesmo futuro que percebo em um Marcelo Adnet, numa Tatá Werneck ou em um Danilo Gentili. Mesmo assim, eu não saio por ai querendo colocar o Rafinha atrás das grades por causa de uma causa boboca." O Portal IMPRENSA entrou em contato com o advogado por meio de seu escritório, em São Paulo, e aguarda uma resposta para entrevista.
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