Advogado pede à Justiça busca e apreensão de documentos na casa de repórter do Estadão

Advogado pede à Justiça busca e apreensão de documentos na casa de repórter do Estadão

Atualizado em 26/11/2008 às 16:11, por Érika Valois/ Redação Portal IMPRENSA.

Advogado pede à Justiça busca e apreensão de documentos na casa de repórter do Estadão

Por

Na última terça-feira (25), chegou à mesa de um juiz para despacho um pedido - feito em 25 de junho deste ano - do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, em que ele requer a intimação do repórter Leonencio Nossa, da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S. Paulo , para que o jornalista entregue os documentos repassados a ele por militares que participaram dos combates entre as Forças Armadas e militantes do PC do B no Pará, nos anos 1970, sob pena de busca e apreensão na casa dele.

Segundo o Estadão , o procurador Rômulo Conrado deu parecer contrário à iniciativa do advogado, por considerar que o jornalista "não é parte integrante da lide, razão pela qual não pode figurar no pólo passivo do processo".

Ainda de acordo com o Estado de S. Paulo , o pedido de Greenhalgh - que moveu um processo, no ano de 1982, pedindo esclarecimentos a respeito da Guerrilha - causou surpresa em setores do Ministério Público que estão trabalhando para conseguir abrir documentos oficiais sobre as mortes no Araguaia.

Ex-deputado federal pelo PT, o advogado foi criticado pelo partido, em 2006, ao liberar para jornalistas de Brasília documentos militares que, supostamente, constrangeriam o atual deputado e ex-guerrilheiro José Genoino. No entanto, os profissionais da imprensa que tiverem acesso ao material afirmaram que nada constava contra Genoino e um assessor do governo informou que se tratava de um golpe de Greenhalgh para tirar votos do colega petista.

"O jornal repudia a atitude do deputado, que é uma violência gratuita à liberdade de imprensa. A posição do jornal é de não apresentar os documentos e de enérgica contestação do pedido. Estamos nos preparando juridicamente para impedir que essa agressão aconteça", disse Roberto Gazzi, editor-chefe do Estadão, ao Portal IMPRENSA.

Leia mais