Advogado entrega à polícia nome de responsável por atirar rojão em cinegrafista
Jonas Nunes, advogado do tatuador Fábio Raposo, suspeito de participação no lançamento do rojão que feriu o cinegrafista Santiago Andrade nos protestos da última quinta-feira (6/2), informou em entrevista à rádio CBN que já sabe a identidade do homem que teria disparado o artefato contra o jornalista.
Atualizado em 10/02/2014 às 15:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Advogado entregou à polícia nome do segundo suspeito
Nunes, que não quis revelar a identidade do rapaz à imprensa, entregou o nome para o delegado Maurício Luciano de Almeida, titular da 17ª DP (São Cristóvão), nesta tarde. Segundo ele, seu cliente disse que o rojão foi achado e que ele só conhece o autor do disparo de manifestações. Ele acrescentou que os jovens não teriam participado do protesto com a intenção de usar o artefato.
No último sábado (8/2), Raposo se apresentou à polícia e confessou que era a pessoa que, nos vídeos divulgados pela imprensa, passa o artefato para o homem que o acendeu. O tatuador foi indiciado por suspeita de tentativa de homicídio qualificado por uso de explosivo e crime de explosão durante o protesto. Além disso, ele tem registro em atos violentos em manifestações nas 5ª e 14ª delegacias de polícia do Rio de Janeiro (RJ) por danos ao patrimônio público, ameaça e formação de quadrilha.
Black Bloc se manifesta
Em uma mensagem publicada nesta segunda-feira (10/2) em sua página no Facebook, o Black Bloc do Rio de Janeiro lamentou a a morte do cinegrafista e desejou força à família do profissional. Porém, o grupo não perdeu a oportunidade de criticar novamente a Polícia Militar. "Não vamos esquecer também do senhor que foi atropelado e morreu no mesmo dia (devido a violência da PM) e a Televisão sequer citou". O texto cita ainda que houveram outras quatro mortes, com envolvimento de PMs, e que a mídia negligenciou.
Além disso, o grupo anunciou dois protestos contra o aumento da passagem para esta segunda-feira (10/2) O primeiro, convocado pelo grupo Acorda Meu Povo, terá concentração às 17 horas, no entorno da Igreja da Candelária, no centro. Mais de mil pessoas confirmaram presença. O segundo ato, às 18 horas, foi convocado pelo grupo Passe Livre RJ. A concentração será na Central do Brasil, mesmo lugar onde Andrade foi atingido. Quase seis mil pessoas confirmaram participação no ato.
Deputado nega envolvimento com manifestantes
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que acabou tendo seu nome envolvido na investigação do atentado ao jornalista, negou qualquer participação. "É inacreditável que não se apure antes de fazer uma denúncia no século XXI. Sou radicalmente contra qualquer ação violenta, seja de quem for, do estado ou de manifestantes", disse.
Um estagiário do advogado Jonas Nunes afirmou à polícia que recebeu ligações da manifestante Elisa Quadros, apelidada de Sininho, nas quais ela teria dito que o suspeito conhece o parlamentar. Sininho, que também já foi presa em outro protesto no Rio, também teria oferecido ajuda jurídica a Raposo.





