Advogada cobra Canadá por repatriação de repórter da Al Jazeera preso no Egito

Amal Clooney reforçou que o jornalista foi obrigado a renunciar à cidadania egípcia com o objetivo de ser beneficiado

Atualizado em 27/02/2015 às 10:02, por Redação Portal IMPRENSA.

A advogada Amal Clooney, representante do repórter canadense da Al Jazeera Mohamed Fahmy, em liberdade condicional no Egito à espera de um novo julgamento, solicitou ao primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, uma ação ante as autoridades egípcias para conseguir a repatriação de seu cliente ao país.
Crédito:Divulgação Jornalista ainda está impedido de deixar o Egito rumo ao Canadá
De acordo com a AFP, Amal citou uma declaração da secretária canadense de assuntos consulares, Lynne Yelich, que em 12 de fevereiro elogiou o anúncio de liberdade condicional de Fahmy, que passou mais de 400 dias detido, mas chamou de "inaceitável" que tenha que enfrentar um novo julgamento.
A advogada reforçou que o jornalista foi obrigado a renunciar à cidadania egípcia com o objetivo de ser beneficiado por um uma nova lei que permite a expulsão dos estrangeiros acusados, como ocorreu com o australiano Peter Greste.
"Não existe nenhum obstáculo jurídico para sua transferência imediata ao Canadá. O primeiro-ministro canadense ignorou até o momento os apelos da sociedade canadense e de políticos para pegar o telefone e intervir pessoalmente no caso", lamentou. A defensora aguarda um visto para viajar ao Egito, onde pretende obter uma "resolução rápida e completa do caso".
Fahmy foi detido ao lado dos colegas Mohamed Baher e Peter Greste em dezembro de 2013. Eles foram acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana e receberam penas de sete a dez anos de prisão. As sentenças foram anuladas em janeiro por um tribunal de apelações, que ordenou um novo julgamento para 8 de março.