“Adoro provocar a fúria de vejafóbicos”, diz Lobão sobre críticas à sua coluna na “Veja”

No fim de agosto deste ano, o músico Lobão concedeu uma entrevista nas páginas amarelas da revista Veja que ganhou grande repercussão. À época, o roqueiro comparou os protestos ocorridos em junho contra o aumento da tarifa do transporte público a desfiles de escolas de samba, o que dividiu opiniões nas redes sociais.

Atualizado em 03/10/2013 às 16:10, por Danubia Paraizo.

Mal sabia ele que, em decorrência dessa entrevista, pouco tempo depois seria convidado para ser o novo colunista da publicação. “Fiquei muito feliz com o convite, pois terei toda a liberdade para falar sobre o que eu quiser”, disse em entrevista exclusiva à IMPRENSA.
Crédito:Divulgação Músico foi criticado por aceitar coluna na "Veja" A data de estreia do músico nas páginas da revista ainda não foi definida, nem como será chamada sua coluna, mas Lobão adianta que está satisfeito em poder dividir espaço com seus colunistas favoritos. “Como sou leitor assíduo do Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Ricardo Setti, Rodrigo Constantino, entre outros tantos, me sinto perfeitamente confortável e orgulhoso em estar entre eles”.

A novidade, divulgada há pouco mais de uma semana pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo , pegou muitos de surpresa. Houve, inclusive, críticas de que o músico estaria se vendendo à Veja . Sobre o caso, Lobão é direto e reto. “Recebi as críticas com muito humor. Eu adoro provocar a fúria de idiotas esquerdistas e vejafóbicos doutrinados”.

Ele, que é assumidamente contra o coletivo Fora do Eixo, idealizado por Pablo Capilé, acaba de lançar a música “Eu não vou deixar”, em oposição ao grupo e seu líder. Mas a “bronca” de Lobão com Capilé não para por aí e se estende à Mídia Ninja, um dos braços do coletivo. “Eu acho esses caras uns cretinos que receberam lavagem cerebral em suas universidades e que devem ser severamente esculhambados pelo ridículo que é a atuação deles. Isso inclui também os Black Blocs e o Existe Amor em SP”.

Questionado sobre quais serão os assuntos abordados por ele em sua coluna semanal na Veja , o músico afirma que esses detalhes serão definidos com o tempo, mas que não tem nada em específico em mente. “Posso falar sobre poesia, música, filosofia, ou algo que ocorra no dia a dia”, finaliza ele, que verá seu livro “50 anos a mil” virar filme em 2015.