Adolescente acusado de participar de ataques pró-WikiLeaks é solto na Holanda

Adolescente acusado de participar de ataques pró-WikiLeaks é solto na Holanda

Atualizado em 13/12/2010 às 09:12, por Redação Portal IMPRENSA.

No último domingo, a polícia holandesa soltou o adolescente de 19 anos acusado de ser um dos responsáveis pelo ataque ao site da promotoria pública da Holanda. O garoto, que estava sob prisão preventiva, admitiu seu envolvimento no caso e também confessou ter participado dos ataques aos sites da Mastercard, Visa e Moneybookers, em apoio ao , de acordo com informações da Reuters.

Outro jovem - este, de 16 anos - foi preso na Holanda por ter participado de ataques cibernéticos na última semana. Os sites das empresas de cartão de crédito foram alvos dos ciberativistas após terem bloqueado o recebimento de doações ao WikiLeaks. As companhias foram consideradas inimigas da organização fundada pelo australiano Julian Assange, preso em Londres, Inglaterra, acusado de cometer crimes sexuais na Suécia.

O adolescente de 16 anos foi preso por fazer parte da "Operação Payback", que retalia os desafetos ao WikiLeaks. Além disso, ele é acusado de integrar o grupo Anonymous, que ameaçou sabotar o sistema judicial britânico caso Assange não seja extraditado para a Suécia, segundo informou a agência Lusa.

A organização de Assange divulgou nota em que informa não ter relação com a ação dos hackers e com nenhum dos grupos envolvidos. "Nós não condenamos nem aclamamos esses ataques", disse o porta-voz do WikiLeaks, Kristinn Hranfsson.

Na última semana, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações. Além da Mastercard, a Visa e a Paypal anunciaram que bloqueariam os pagamentos feitos ao site.

No final de novembro, o WikiLeaks divulgou mais de 250 mil documentos secretos revelando os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.

Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.

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