Acusados pela morte de repórter cinematográfico da Band vão a júri popular

Acusados pela morte do repórter cinematográfico da TV Bandeirantes Santiago Andrade, Fabio Raposo Barbosa e Caio Silva foram julgados por umjúri popular no Rio de Janeiro.

Atualizado em 12/12/2023 às 17:12, por Redação Portal IMPRENSA.


O profissional de imprensa morreu após ser atingido na cabeça por um rojão, quando cobria uma manifestação realizada em fevereiro de 2014, na Central do Brasil.
Caio Silva foi condenado por lesão corporal seguida de morte a 12 anos de prisão em regime inicialmente fechado. Ele poderá recorrer em liberdade. Por sua vez, Fábio Barbosa foi absolvido.

O protesto no qual o cinegrafista foi morto integrou uma série de manifestações populares que começaram em julho de 2013 e se estenderam até julho de 2014, quando foi realizada a final da Copa do Mundo. Crédito: Agência O Globo Santiago Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes: morto ao cobrir manifestação em 2014 Inicialmente em prol da isenção de cobrança de passagens no transporte público, as reivindicações acabaram contemplando uma série de pautas, incluindo o combate a corrupção e a insatisfação com o uso de dinheiro público para a construção de estádios de futebol.
Além da demora na conclusão pela polícia científica do parecer criminalístico do caso, o julgamento foi postergado por uma série de manobras protelatórias dos advogados de defesa dos acusados, incluindo a solicitação da íntegra das imagens gravadas por Santiago no dia de sua morte.
O envio do caso a júri popular chegou a ser revertido em segunda instância, sob o argumento de que não se tratava de um crime doloso e que o processo deveria ser analisado por um magistrado.
O júri popular, no entanto, foi confirmado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal).