Acusado de usar a imprensa a seu favor, governador do MS pode ser cassado

Acusado de usar a imprensa a seu favor, governador do MS pode ser cassado

Atualizado em 30/09/2010 às 16:09, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Por Atualizada às 20h15
A coligação "A Força do Povo", que apoia a candidatura de Zeca do PT ao governo do Mato Grosso do Sul, requisitou, na última sexta-feira (24), ao Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-MS), a cassação do registro da candidatura do governador André Puccinelli (PMDB) - que concorre à reeleição - por suposto uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político.
A ação tem finalidade dupla: caso seja julgada antes da eleição, a coligação requisita que a candidatura seja cassada; se for eleito, que seja afastado do governo.
A coligação, representada pelo advogado Valeriano Fontoura, argumenta que 18 veículos do MS, supostamente beneficiados por financiamento do governo do estado, promovem campanha contra o candidato petista e enaltecem Puccinelli.
Além da impugnação da candidatura e, eventualmente, do governo de Puccinelli, a coligação requisita sua inelegibilidade por oito anos e também de sua vice, Simone Tebet.
"O 'apoio' que vem sendo dado pelos jornais mencionados na ação à candidatura dos investigados transcende os limites da crítica jornalística e mera manifestação de opinião, descambando para a propaganda eleitoral subliminar, e isso é constatável por qualquer cidadão de inteligência mediana que se dedicar à leitura dos jornais", acusa coligação "A Força do Povo". Além dos 18 veículos, a ação questiona a postura de um programa de TV local.
O advogado da coligação pede, ainda, que o governo do MS apresente cópias dos contratos estabelecidos com os veículos de comunicação citados na ação.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Fontoura afirma que a escassez de aporte publicitário no MS acaba minando a isonomia dos veículos, uma vez que dependem da verba estatal.
"A economia gira em torno do serviço do governo, o estado se torna, então, o grande fomentador de mídia", explicou o advogado.
O assessor de imprensa de Puccinelli, Guilhermo Filho, declarou à reportagem que o governador entregou o caso aos seus advogados e que responderá as acusações na Justiça. "São alegações absurdas", comentou Filho.

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