Acusado da morte de Valério Luiz assume Atlético-GO; emissoras anunciam boicote
Maurício Sampaio aguarda julgamento pela morte do cronista esportivo em 2012.
Atualizado em 06/01/2015 às 16:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última segunda-feira (5/1), um dos acusados de orquestrar a morte do jornalista Valério Luiz em 2012 foi aclamado presidente do time de futebol Atlético Goiano. Enquanto aguarda julgamento, Maurício Sampaio representará o clube pelo biênio 2015/2016.
Crédito:Reprodução Veículos contrários à posse de Sampaio boicotam o clube comandado por ele
Segundo o Jornal Opção, veículos de comunicação já afirmaram que pretendem boicotar o time. O deputado estadual Mané de Oliveira (PSDB) chamou a eleição de "imoral" e afirmou que vai "tomar providências". O Atlético-GO não deve fazer parte da cobertura esportiva da TV Brasil Central, da rádio 820 AM e da PUC-TV.
"Não é nada contra os torcedores atleticanos. Mas é um ato em memória de Valério, que trabalhava em nossa emissora", explicou André Isac, chefe de esportes da PUC-TV. Em entrevista à ESPN, Sampaio negou envolvimento na morte de Valério Luiz e disse que o pai e o filho do jornalista "usam" sua morte para "ganhar dinheiro".
Sampaio, que é agora o primeiro dirigente de um clube de futebol no Brasil a responder por homicídio durante o mandato, irá a júri popular junto com os policiais militares Ademá Figueredo Aguiar Filho e Djalma Gomes da Silva, o motorista Urbano de Carvalho Malta e o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier. Em 2015, o Atlético-GO disputa o Campeonato Goiano, Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro.
O caso
O cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira foi assassinado a tiros no dia 5 de julho de 2012, por volta das 14 horas, em frente à rádio onde trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia. Logo depois de ter entrado no carro, um motociclista efetuou os disparos. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
A investigação concluiu que ele foi morto por sua atuação profissional no "Jornal de Debates", na Rádio Jornal, e no "Mais Esporte", na PUC-TV, pois fazia duras críticas contra a diretoria do Atlético-GO
Crédito:Reprodução Veículos contrários à posse de Sampaio boicotam o clube comandado por ele
Segundo o Jornal Opção, veículos de comunicação já afirmaram que pretendem boicotar o time. O deputado estadual Mané de Oliveira (PSDB) chamou a eleição de "imoral" e afirmou que vai "tomar providências". O Atlético-GO não deve fazer parte da cobertura esportiva da TV Brasil Central, da rádio 820 AM e da PUC-TV.
"Não é nada contra os torcedores atleticanos. Mas é um ato em memória de Valério, que trabalhava em nossa emissora", explicou André Isac, chefe de esportes da PUC-TV. Em entrevista à ESPN, Sampaio negou envolvimento na morte de Valério Luiz e disse que o pai e o filho do jornalista "usam" sua morte para "ganhar dinheiro".
Sampaio, que é agora o primeiro dirigente de um clube de futebol no Brasil a responder por homicídio durante o mandato, irá a júri popular junto com os policiais militares Ademá Figueredo Aguiar Filho e Djalma Gomes da Silva, o motorista Urbano de Carvalho Malta e o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier. Em 2015, o Atlético-GO disputa o Campeonato Goiano, Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro.
O caso
O cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira foi assassinado a tiros no dia 5 de julho de 2012, por volta das 14 horas, em frente à rádio onde trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia. Logo depois de ter entrado no carro, um motociclista efetuou os disparos. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
A investigação concluiu que ele foi morto por sua atuação profissional no "Jornal de Debates", na Rádio Jornal, e no "Mais Esporte", na PUC-TV, pois fazia duras críticas contra a diretoria do Atlético-GO





