"Aceitar uma bala ou uma geladeira é a mesma coisa", diz editor da Prazeres da Mesa
A Oficina de Jornalismo Gastronômico, ministrada pelo sócio-diretor da revista Prazeres da Mesa, Ricardo Castilho, na última quinta-feira (1
Atualizado em 19/08/2011 às 13:08, por
Daniela Ades*.
8), levantou discussões que vão além de receitas e ingredientes da alta culinária.
Castilho expôs em sua fala o panorama histórico do jornalismo gastronômico no Brasil, desde o início nos anos 60, com revistas femininas repletas de receitas, até os dias de hoje, em que as pautas são mais ousadas e intrigantes, valorizando principalmente as imagens, como é feito na Prazeres.
Com ampla experiência no mercado - Castilho iniciou sua carreira na Playboy , ficou três anos na revista Gula e finalmente fundou a Prazeres há oito anos - incentivou os presentes a buscarem se informar cada vez mais e valorizar principalmente três coisas: ler, viajar e gostar de comer e aprender. Os presentes na Oficina tiveram a oportunidade de ter um diálogo próximo com o jornalista e questionaram sobre a rotina da redação e as oportunidades no mercado de trabalho desta área em expansão.
O público mesclava alunos formados em gastronomia e estudantes de jornalismo. Gabriela Brazão, formada em gastronomia pelo Senac, trabalha como chef, mas diz que não quer ficar na parte da cozinha, prefere a parte de comunicação. "Tenho procurado cursos de jornalismo para realmente aumentar a bagagem nesta área", comentou.
Fernanda Lopes, repórter de gastronomia do jornal A Tribuna e Expresso Popular , de Santos, é formada em jornalismo e gastronomia. "Foi bem importante para entender o mercado editorial, no qual o Ricardo tem bastante experiência", afirmou. Ela mantém um blog sobre gastronomia. Fernanda já acompanhava o trabalho do palestrante desde a Playboy e disse que foi importante ouvi-lo para entender "como essa área de gastronomia está crescendo e pode ser abordada".
Por fim, Castilho reiterou a importância de não se deslumbrar com o mundo do jornalismo gastronômico, que por vezes pode parecer sedutor e glamuroso com as milhares de ofertas para fazer viagens ou comer em restaurantes caros. "Não existe meia ética; não há diferença entre aceitar uma bala e uma geladeira. Nós também temos fechamento e dia de comer pizza de madrugada", argumentou. Para ele, o jornalista, seja de gastronomia ou política, deve ser ético, atento ao leitor e compromissado com pautas atuais e interessantes.
* Com supervisão de Gustavo Ferrari
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Castilho expôs em sua fala o panorama histórico do jornalismo gastronômico no Brasil, desde o início nos anos 60, com revistas femininas repletas de receitas, até os dias de hoje, em que as pautas são mais ousadas e intrigantes, valorizando principalmente as imagens, como é feito na Prazeres.
Com ampla experiência no mercado - Castilho iniciou sua carreira na Playboy , ficou três anos na revista Gula e finalmente fundou a Prazeres há oito anos - incentivou os presentes a buscarem se informar cada vez mais e valorizar principalmente três coisas: ler, viajar e gostar de comer e aprender. Os presentes na Oficina tiveram a oportunidade de ter um diálogo próximo com o jornalista e questionaram sobre a rotina da redação e as oportunidades no mercado de trabalho desta área em expansão.
O público mesclava alunos formados em gastronomia e estudantes de jornalismo. Gabriela Brazão, formada em gastronomia pelo Senac, trabalha como chef, mas diz que não quer ficar na parte da cozinha, prefere a parte de comunicação. "Tenho procurado cursos de jornalismo para realmente aumentar a bagagem nesta área", comentou.
Fernanda Lopes, repórter de gastronomia do jornal A Tribuna e Expresso Popular , de Santos, é formada em jornalismo e gastronomia. "Foi bem importante para entender o mercado editorial, no qual o Ricardo tem bastante experiência", afirmou. Ela mantém um blog sobre gastronomia. Fernanda já acompanhava o trabalho do palestrante desde a Playboy e disse que foi importante ouvi-lo para entender "como essa área de gastronomia está crescendo e pode ser abordada".
Por fim, Castilho reiterou a importância de não se deslumbrar com o mundo do jornalismo gastronômico, que por vezes pode parecer sedutor e glamuroso com as milhares de ofertas para fazer viagens ou comer em restaurantes caros. "Não existe meia ética; não há diferença entre aceitar uma bala e uma geladeira. Nós também temos fechamento e dia de comer pizza de madrugada", argumentou. Para ele, o jornalista, seja de gastronomia ou política, deve ser ético, atento ao leitor e compromissado com pautas atuais e interessantes.
* Com supervisão de Gustavo Ferrari
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