Ação judicial do sindicato contra grupo RBA por demissão de grevistas chega à fase final
O processo movido pelo Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) contra a Rede Brasil Amazônia de Comunicação (RBA), do senador Jader Barbalho, pela demissão de quatro jornalistas grevistas está próxima de um desfecho.
Atualizado em 03/02/2014 às 14:02, por
Jéssica Oliveira.
Na manhã desta segunda (3/02), ocorreu a penúltima audiência. A última está marcada para dia 6 de março, às 8h20.
Crédito:Divulgação Jornalistas demitidos após greve podem ser readmitidos no grupo RBA, no Pará
IMPRENSA apurou que a versão da empresa, de que as demissões não tiveram relação com a greve e que foram causadas apenas para redução de custos, foi contradita após depoimentos de testemunhas e de representantes de partes envolvidas.
A ação pede danos morais e a reintegração à redação de quatro jornalistas demitidos: Cristiane Paiva, produtora da TV RBA; Adison Ferreira, repórter do Diário do Pará ; Amanda Aguiar, editora da publicação; e Felipe Melo, repórter do Diário Online (DOL).
Todos foram dispensados no dia 18 de novembro, logo após os 45 dias de estabilidade do acordo firmado pós-greve, e sem aviso prévio, nem justa causa. A dispensa ocorreu na portaria da empresa, ao chegarem para trabalhar e na frente de quem passava ou trabalhava no local. Antes da demissão, eles sofreram retaliação, deixando de assinar matérias e sendo trocados de horário ou editoria.
Ainda há mais duas ações movidas pela entidade por outros quatro profissionais. Uma pelo jornalista Leonardo Gonçalves, demitido dia 16 de setembro, quando a greve foi anunciada, e outra por três demitidas no início desse ano: Yorranna Oliveira (editora do impresso), dispensada no dia 8 de janeiro, e Edmê Gomes (impresso) e Daniele Brabo (DOL), dispensadas no dia 3.
Procurada pela reportagem, primeiro na assessoria e depois no jurídico, a RBA não se pronunciou até o momento.
Sobre a greve
No dia 27 de setembro, o sindicato e a RBA firmaram um acordo que encerrou a greve dos funcionários da empresa, que já durava uma semana. Os trabalhadores conseguiram aumento no piso salarial, que passou de R$ 1.000 para R$ 1.300 a partir de outubro. A iniciativa começou com a campanha “Jornalista Vale Mais”, que levou os profissionais paraenses para a rua, com atos públicos eram realizados diariamente às 17h, na frente da empresa.
Crédito:Divulgação Jornalistas demitidos após greve podem ser readmitidos no grupo RBA, no Pará
IMPRENSA apurou que a versão da empresa, de que as demissões não tiveram relação com a greve e que foram causadas apenas para redução de custos, foi contradita após depoimentos de testemunhas e de representantes de partes envolvidas.
A ação pede danos morais e a reintegração à redação de quatro jornalistas demitidos: Cristiane Paiva, produtora da TV RBA; Adison Ferreira, repórter do Diário do Pará ; Amanda Aguiar, editora da publicação; e Felipe Melo, repórter do Diário Online (DOL).
Todos foram dispensados no dia 18 de novembro, logo após os 45 dias de estabilidade do acordo firmado pós-greve, e sem aviso prévio, nem justa causa. A dispensa ocorreu na portaria da empresa, ao chegarem para trabalhar e na frente de quem passava ou trabalhava no local. Antes da demissão, eles sofreram retaliação, deixando de assinar matérias e sendo trocados de horário ou editoria.
Ainda há mais duas ações movidas pela entidade por outros quatro profissionais. Uma pelo jornalista Leonardo Gonçalves, demitido dia 16 de setembro, quando a greve foi anunciada, e outra por três demitidas no início desse ano: Yorranna Oliveira (editora do impresso), dispensada no dia 8 de janeiro, e Edmê Gomes (impresso) e Daniele Brabo (DOL), dispensadas no dia 3.
Procurada pela reportagem, primeiro na assessoria e depois no jurídico, a RBA não se pronunciou até o momento.
Sobre a greve
No dia 27 de setembro, o sindicato e a RBA firmaram um acordo que encerrou a greve dos funcionários da empresa, que já durava uma semana. Os trabalhadores conseguiram aumento no piso salarial, que passou de R$ 1.000 para R$ 1.300 a partir de outubro. A iniciativa começou com a campanha “Jornalista Vale Mais”, que levou os profissionais paraenses para a rua, com atos públicos eram realizados diariamente às 17h, na frente da empresa.





