Abram alas pra 2008!, por Vilson Antonio Romero

Abram alas pra 2008!, por Vilson Antonio Romero

Atualizado em 26/12/2007 às 19:12, por Vilson Antonio Romero*.

As portas de 2008 descerram lentamente um novo ano! Outros 366 dias a percorrer num alentado período bissexto que deixa pra trás 2007 marcado por boas e más vivências - lugar comum de todos os anos, mas estes mais lembrados por mais próximos! Inúmeros boletins de ocorrências de vida, nascimento e morte. Infindos registros de mais um pedaço da existência... Alegria, choro, risos e desespero, em mais este pedaço da "longa estrada".

Num ano em que Fidel se afastou do comando de Cuba, Sarkozy assumiu a França e o Rei Juan Carlos mandou o caudilho bolivariano se calar, pranteamos as perdas do tenor Luciano Pavarotti, do escritor Norman Mailer, da atriz Deborah Kerr e dos cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni.

Na economia, o eterno conflito no Oriente seguiu afetando os mercados do petróleo. Nos EUA, a disputa entre partidários da retirada das tropas ou de continuar no Iraque foi superada pelo desequilíbrio originado no setor imobiliário. Como um espirro americano vira gripe em quase todo o mundo, os corações econômicos palpitaram. Triste registro: de novo mais de uma centena de jornalistas perderam a vida registrando a vida.

Cá em Pindorama, se foram, entre milhares de outros, Paulo Autran e Nair Bello, o ACM, Antonio Carlos Magalhães, Enéas Carneiro e os primos católicos da CNBB - o bispo dom Ivo Lorscheiter e o cardeal dom Aloísio Lorscheider. Ao mesmo tempo, o caos e a tragédia tomaram conta do sistema aéreo nacional. Na última esquina do ano, apesar da popularidade presidencial, foi-se a CPMF. Restaram ainda as medalhas e a segurança carioca no Pan, o campeonato nacional de futebol onde o melhor jogador foi um goleiro, o ufanismo da descoberta da reserva gigante de petróleo na bacia de Santos e o sucesso dos combustíveis alternativos.

No novo ano, a política deve colocar em campo centenas de milhares de candidatos às eleições municipais, prometendo, como sempre, mundos e fundos, a eleitores ávidos por melhores horizontes e perspectivas. A economia pode sentir falta de uma maior participação do Estado, mas os empresários devem respirar um pouco melhor com a redução da carga tributária, decorrente, pelo menos momentaneamente, do fim do "imposto do cheque".

A esperança renovada se espraia nos abraços e nos ósculos na passagem da ponte que nos leva de 2007 a 2008. Os augúrios de bons dias, de belas novas tardes e noites se reforçam ao transpormos o limiar deste novo ano. Que vivamos bem e melhor. Abram alas para um feliz 2008 para todos nós!

* Vilson Antonio Romero é jornalista, funcionário público, diretor da Associação Riograndense de Imprensa e conselheiro da Associação Gaúcha dos Auditores da Previdência. Para entrar em contato, envie um e-mail para