Quinta-feira, 8 de outubro de 2026 ■ MPJ · Mais Pelo Jornalismo

Abram alas pra 2008!, por Vilson Antonio Romero

Abram alas pra 2008!, por Vilson Antonio Romero

As portas de 2008 descerram lentamente um novo ano! Outros 366 dias a percorrer num alentado período bissexto que deixa pra trás 2007 marcado por boas e más vivências - lugar comum de todos os anos, mas estes mais lembrados por mais próximos! Inúmeros boletins de ocorrências de vida, nascimento e morte. Infindos registros de mais um pedaço da existência... Alegria, choro, risos e desespero, em mais este pedaço da "longa estrada".

Num ano em que Fidel se afastou do comando de Cuba, Sarkozy assumiu a França e o Rei Juan Carlos mandou o caudilho bolivariano se calar, pranteamos as perdas do tenor Luciano Pavarotti, do escritor Norman Mailer, da atriz Deborah Kerr e dos cineastas Ingmar Bergman e Michelangelo Antonioni.

Na economia, o eterno conflito no Oriente seguiu afetando os mercados do petróleo. Nos EUA, a disputa entre partidários da retirada das tropas ou de continuar no Iraque foi superada pelo desequilíbrio originado no setor imobiliário. Como um espirro americano vira gripe em quase todo o mundo, os corações econômicos palpitaram. Triste registro: de novo mais de uma centena de jornalistas perderam a vida registrando a vida.

Cá em Pindorama, se foram, entre milhares de outros, Paulo Autran e Nair Bello, o ACM, Antonio Carlos Magalhães, Enéas Carneiro e os primos católicos da CNBB - o bispo dom Ivo Lorscheiter e o cardeal dom Aloísio Lorscheider. Ao mesmo tempo, o caos e a tragédia tomaram conta do sistema aéreo nacional. Na última esquina do ano, apesar da popularidade presidencial, foi-se a CPMF. Restaram ainda as medalhas e a segurança carioca no Pan, o campeonato nacional de futebol onde o melhor jogador foi um goleiro, o ufanismo da descoberta da reserva gigante de petróleo na bacia de Santos e o sucesso dos combustíveis alternativos.

No novo ano, a política deve colocar em campo centenas de milhares de candidatos às eleições municipais, prometendo, como sempre, mundos e fundos, a eleitores ávidos por melhores horizontes e perspectivas. A economia pode sentir falta de uma maior participação do Estado, mas os empresários devem respirar um pouco melhor com a redução da carga tributária, decorrente, pelo menos momentaneamente, do fim do "imposto do cheque".

A esperança renovada se espraia nos abraços e nos ósculos na passagem da ponte que nos leva de 2007 a 2008. Os augúrios de bons dias, de belas novas tardes e noites se reforçam ao transpormos o limiar deste novo ano. Que vivamos bem e melhor. Abram alas para um feliz 2008 para todos nós!

* Vilson Antonio Romero é jornalista, funcionário público, diretor da Associação Riograndense de Imprensa e conselheiro da Associação Gaúcha dos Auditores da Previdência. Para entrar em contato, envie um e-mail para

Abram alas pra 2008!, por Vilson Antonio Romero

Leia também