Abraji repudia agressão de PM a repórter fotográfico da "Vice" durante cobertura em SP

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou última segunda-feira (20/01) a agressão sofrida pelo repórter fotográf

Atualizado em 21/01/2015 às 15:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Abraji repudia agressão de PM a repórter fotográfico da "Vice" durante cobertura em SP

ico da revista Vice Felipe Larozza. Ele cobria um protesto do Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento das passagens de transporte público na sexta-feira (16/01) quando foi agredido nas costas por um policial militar.

Crédito:Reprodução / vídeo Vice Manifestantes foram obrigados a passar por "corredor polonês"

"É importante que a Secretaria de Segurança Pública apure o caso e, comprovada a responsabilidade, puna o agressor. A Abraji espera que a trégua verificada desde junho se mantenha e que não voltemos a assistir a epidemia de violência que houve entre 2013 e 2014 por parte da polícia durante a cobertura de protestos", declara em nota.


A "trégua" mencionada pela entidade diz respeito ao período sem registros de agressões de PMs contra jornalistas durante a cobertura de protestos. A última havia sido em 28 de junho de 2014. Antes disso, no entanto, apenas entre maio de 2013 e junho de 2014, foram registrados 155 casos.


Agressão e denúncia

Larozza recebeu um golpe de cassetete nas costas após sair de um "corredor polonês". Junto com cerca de 20 manifestantes, ele foi obrigado pela polícia a seguir por uma passagem estreita entre uma parede e uma banca de jornal. Na saída, dois PMs batiam nos manifestantes.


Com uma câmera no capacete, ele filmou a agressão e o PM. A Vice denunciou o fato à presidência do Tribunal de Justiça Militar, à Secretaria de Segurança Pública e à Ouvidoria da Polícia Militar. Junto com as imagens, a publicação enviou ao poder público a denúncia de agressão. O texto destaca que "o golpe foi desferido intencionalmente, de maneira sádica, ilegal, ilegítima, desnecessária, desproporcional, indiscriminada e injustificada".


"A vítima não representava qualquer potencial ofensivo, não se opunha a orientações dadas pela polícia, não havia sequer estabelecido contato verbal com os PMs, não carregava nada nas mãos além de seus equipamentos profissionais e, portanto, não deveria ser alvo do uso da força por um funcionário encarregado da aplicação da lei. O policial viu a identificação de jornalista e a máquina fotográfica antes de agredir Larozza", diz a denúncia.


Além de máscara, óculos e capacete, o repórter fotográfico estava identificado com um crachá pendurado no pescoço e dois adesivos na cabeça, com as palavras "imprensa" e "Vice".


Assista ao vídeo da agressão no .


Leia também