Abraji enviará ofício ao CNJ para denunciar "assédio judicial" contra a "Gazeta do Povo"
O presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Thiago Herdy, disse que a entidade deve enviar uma ofício ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para denunciar o que classifica como assédio judicial contra o jornal , informou o ConJur.
Atualizado em 17/06/2016 às 11:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução
Jornalistas da "Gazeta do Povo" percorrem o estado para responder processos de juízes Em fevereiro deste ano, o veículo publicou reportagens sobre “supersalários”, repercutindo o debate entorno do teto constitucional na remuneração de funcionários públicos. Depois da divulgação dos dados, juízes e promotores, ofendidos pelos textos, abriram, até o momento, 40 ações individuais contra os profissionais do diário.
Os processos foram abertos em diferentes juizados especiais, espalhados por pelo menos 15 cidades do Paraná, fazendo com que os jornalistas sejam obrigados a comparecer a cada audiência. Os pedidos de indenizações somam R$ 1,3 milhão.
Na última quinta-feira (16/6), A Associação Nacional de Jornais (ANJ) rejeitou as críticas da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) pelo prêmio de Liberdade de Imprensa concedido ao diário e aos jornalistas responsáveis pelas reportagens.
A AMB defendeu que desde que os processos contra o jornal ganharam destaque sempre "buscou mediar o conflito e construir um diálogo propositivo com o objetivo de primar por relações respeitosas e independentes entre imprensa e magistratura", mas que considera o ato de premiar jornalistas por "matéria tendenciosa" é um atentado ao direito à informação.





