Abraji diz que PMs e manifestantes agrediram 20 jornalistas no feriado da Independência
Na última segunda-feira (9/9), a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) emitiu uma nota contabilizando o número de profissionais de imprensa agredidos durante as manifestações no sábado (7/9), feriado da Independência do Brasil.
Atualizado em 10/09/2013 às 12:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Agência Brasil Entidade contabilizou 20 agressões a jornalistas
Segundo a entidade, houve 21 casos de violação contra 20 profissionais da imprensa durante os protestos. A polícia foi responsável por 85% das agressões (dezoito casos), na maioria das vezes por uso ostensivo de spray de pimenta. No entanto, os números podem aumentar se outros casos forem confirmados.
Os casos de violência contra a imprensa podem ser analisados na planilha que a entidade disponibiliza para download no .
“Brasília foi a cidade mais violenta para os profissionais da imprensa: 12 jornalistas foram agredidos, todos por policiais militares. O fotógrafo Ricardo Marques, do jornal Metro, desmaiou após ser atingido no rosto por spray de pimenta. Uma de suas câmeras foi furtada. A fotorrepórter Monique Renne, do Correio Braziliense, registrou o momento em que um policial jogou spray de pimenta diretamente em sua câmera; ao fotografar a cena, André Coelho, do mesmo jornal, foi agredido por PMs”, diz a nota.
No Rio de Janeiro, Júlio Molica, repórter da Globo News, foi duplamente atingido pelo spray de pimenta da PM e por chutes de manifestantes, que tentavam expulsá-lo do local.
De acordo com a nota da Abraji, os números mostram a recorrência das forças de segurança como autoras de violência contra jornalistas. Nos protestos do 7 de setembro, “as PMs igualaram o recorde de 13 de junho, quando agentes de segurança também agrediram 18 profissionais da mídia”.
Desde o dia 13 de junho a Abraji já contabilizou 82 violações contra jornalistas durante a cobertura de manifestações.
“A Abraji repudia as ações de policiais e de manifestantes contra profissionais da imprensa. Agressões são sempre injustificadas. Quando os agredidos são repórteres, todos os cidadãos terminam sendo vítimas da falta de informação”, conclui.






