Abraji divulga nota de repúdio à violência contra jornalistas durante protestos
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou, nesta sexta-feira (28/6), uma nota de repúdio à violência contra jornalistas durante as manifestações que ocorrem no Brasil contra o aumento da tarifa do transporte público.
Atualizado em 28/06/2013 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução "Folha de S.Paulo" foi a publicação com maior número de jornalista agredidos
Na nota, a entidade divulga dados, que reúnem informações de sindicatos, redações e da ONG Repórteres Sem Fronteiras, que mostram, pelo menos, 53 casos de violação contra 52 jornalistas, sendo 34 delas por parte da polícia, seis casos de prisão, 12 por parte de manifestantes e uma agressão não pode ser identificada. A entidade afirma que o levantamento é parcial, pois há casos que podem não ter sido computados.
Os dados ainda mostram que as agressões ocorreram em 11 cidades brasileiras, sendo São Paulo o lugar com mais ocorrências, 25, Fortaleza em seguida com seis e o Rio de Janeiro com cinco. A Folha de S.Paulo foi o veículo com mais profissionais feridos, foram sete no total.
“O trabalho dos repórteres de todos os meios que estão nas ruas cumprindo com o dever de manter a sociedade bem informada deve ser respeitado, independentemente de suas preferências políticas e dos meios em que informam. Repórteres cobrem hoje as manifestações com o mesmo profissionalismo e destemor com que cobriram as grandes passeatas contra a ditadura, a campanha das Diretas Já, a campanha pelo impeachment de Fernando Collor”, informou a Abraji.
“A Abraji repudia a violência da polícia contra manifestantes pacíficos e jornalistas e repudia igualmente a hostilidade de alguns manifestantes contra os trabalhadores dos meios de comunicação, como repórteres, fotógrafos, cinegrafistas e motoristas. Impedir ou dificultar o trabalho da imprensa é agir contra a democracia”, acrescentou.





