ABI envia moção em solidariedade à corregedora do CNJ

A Associação Baiana de Imprensa (ABI) aprovou, em sua última reunião ordinária, uma Moção de Solidariedade à corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon - que recentemente atacou juízes que supostamente tentava reduzir o poder de investigação da instituição.

Atualizado em 19/10/2011 às 14:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O texto foi enviado à ministra pelo presidente da ABI, Walter Pinheiro, assim como ao CNJ, STF, STJ e órgãos da imprensa. As informações são do site .

"A sociedade brasileira toma cada vez mais consciência de que a impunidade de agentes políticos do Estado esfarela a imagem da autoridade pública do Judiciário brasileiro e contribui para a escassez do respeito da própria autoridade. Vínculos corporativos prevalecendo na apuração de desvios de condutas de magistrados pelo CNJ esmaecem a imagem desta instituição", diz a nota da ABI.

O texto coloca, ainda, que "danosos são seus efeitos na sociedade: confirma a impunidade no interior de uma instituição cuja atribuição é zelar pela conduta ética dos magistrados; inibe a expansão do processo da cidadania - afinal, todos são iguais perante a lei; retarda a melhoria do processo democrático brasileiro, sobretudo porque passa ao largo de princípios republicanos tão carentes e exigidos na vida pública brasileira. Se a democracia entre nós é muito ampla, o que é sobremodo salutar, a república, sua alma gêmea, é pequenina e rasa".

Segundo seus integrantes, a ABI presta "a mais irrestrita solidariedade pela livre manifestação do seu pensamento e o interpreta como o reconhecimento de que há diferenças de ideias entre pessoas, membros de instituições e isto distingue a autoridade. Ademais, a Associação Baiana de Imprensa quer louvar o inestimável, destemido e eficiente trabalho que a ilustre ministra vem desenvolvendo à frente da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça".

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